Da redação, AJN1
As recomendações dos governos municipal e estadual para a população não acender fogueiras e fogos de artifícios na véspera e noite de São João, dias 23 e 24 de junho, respectivamente, para não ocasionar ainda mais problemas respiratórios, o principal sintoma de agravamento da covid-19 em pacientes infectados, fez reduzir, de forma expressiva e sem precedentes, o número de casos de pessoas queimadas no Hospital de Urgência de Sergipe. A redução foi de 84,8%, quando comparado como mesmo período do ano passado, que registrou 33 atendimentos.
Esse ano foram quatro adultos (três de Aracaju e uma de Carira), dois deles envolvendo fogos de artifício, além de uma criança do município de Itabaianinha, com queimadura por líquido quente.
De acordo com a referência técnica da cirurgia plástica do Huse, Moema Santana, o Pronto Socorro da unidade atendeu apenas cinco pessoas que se queimaram durante o São João, sendo três por líquido superaquecido e dois por fogos de artifícios. Das vítimas acidentadas por fogos, uma continua internada na Unidade de Tratamento de Queimados (UTQ) do hospital, porque a lesão na mão foi mais profunda, de 3º grau; as outras foram medicadas e já receberam alta médica.
“Estamos muito felizes, porque ano passado nós tivemos um registro de 33 pacientes queimados na festa de São João, amputação de mão de criança de 11 anos, adulto com mão totalmente amputada por bomba de alto potencial com sequelas irreparáveis e pra vida toda, grandes queimados, crianças com queimaduras graves e esse ano nós não tivemos essa gravidade. As pessoas tiveram consciência e a proibição de fogos e fogueiras também foi determinante para isso”, comemorou, ao enfatizar que a redução expressiva foi por conta das recomendações de isolamento social em virtude da pandemia.







