ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 3:00:18

Sergipe já recolheu mais de 1.200 toneladas de óleo

Da redação, AJN1

Há três meses, as manchas de óleo começaram a aparecer nas praias do Nordeste, causando um dos maiores desastres ambientais do país. Em Sergipe, os resíduos derivados de petróleo cru surgiram em setembro. Até o último dia 3 de novembro, conforme balanço da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), já foram recolhidas mais de 1.200 toneladas da substância misturada com areia. O material está sendo levado para uma área da unidade da Petrobras em Carmópolis.

Somando todos os estados do Nordeste, segundo o governo Federal, são mais de 4,5 mil toneladas retiradas das praias.

Danos

Toda a extensão do litoral sergipano foi atingida pelo óleo, se estendendo ainda para os estuários dos rios Sergipe, Vaza-Barris, Piauí, Real, Japaratuba e São Francisco, causando diversos impactos na fauna e flora marítima, bem como danos, prejuízos e impactos ambientais, sociais e comercias.

Notificação

O governo federal divulgou nesta segunda-feira (4) que notificou a empresa grega Delta Tankers, proprietária da embarcação Boubolina, suspeita de ser a responsável pelo vazamento de óleo que alcança praias da Região Nordeste desde setembro. Segundo representantes do Executivo, o dano ainda está sendo calculado, mas pode chegar à casa dos bilhões de reais.

Em nota divulgada em seu site, a empresa rebateu alegando que conduziu uma apuração a partir de suas câmeras e sensores e que não haveria prova alguma de um vazamento de óleo durante o trajeto entre a Venezuela e a Malásia. No comunicado, a companhia também informou não ter sido comunicada ainda, mas que o material levantado por ela “será compartilhado com autoridades brasileiras”.

Caso comprovada a responsabilidade da empresa, ela poderá responder pelas infrações ambientais bem como por danos aos comerciantes da região. O presidente do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Leonardo Bim, lembrou que a multa máxima pela legislação é de R$ 50 milhões, mas que o valor final pode ir além deste montante.

Um inquérito foi aberto pela Superintendência da PF no Rio Grande do Norte. A ação investiga diversos ilícitos relacionados ao episódio, como crime ambiental.

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