Auxiliares, técnicos de enfermagem e demais servidores da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS) decidiram paralisar atividades por 24 horas, a começar nesta quarta-feira, dia 16. O movimento iniciou às 7h e até o meio-dia o grupo permaneceu na frente do Hospital de Urgência de Sergipe (HUSE). Em seguida eles caminharam até a Maternidade N. Sra. de Lourdes, Av. Tancredo Neves. Segundo os agentes, a mobilização se deu em razão de suas reivindicações não terem sido atendidas pelo Governo do Estado, entre elas, o reajuste salarial da classe.
Um novo ato já está marcado para a próxima quinta-feira, dia 24. Desta vez, os servidores farão um mutirão solidário de doação de sangue, no Hemose, das 7h às 10h.
Protesto
Durante as ações desta quarta-feira, alguns servidores levaram cruzes, representando o sentimento de luto que a categoria diz viver. “Muitos servidores morreram nesta pandemia, outros correm risco, mesmo assim o Governo do Estado não valoriza como deveria valorizar esta categoria que tanto se dedica à sociedade. No pior momento da história, são estes profissionais que estão na linha de frente combatendo a pandemia e merecem, no mínimo, terem seus salários reajustados”, explica Augusto Couto, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa).
Segundo o líder sindical, apesar da manifestação de hoje, a categoria respeitou a Lei de Greve (7783/89), que determina que 30% do efetivo deve permanecer trabalhando, por se tratarem de atividades essenciais para a sociedade.
Reivindicações
Couto explica que os servidores reivindicam a recomposição salarial, que estaria há dez anos sem reajuste; além de assinatura do Termo de Compromisso para que os servidores estatutários também tenham o direito do auxílio-alimentação dos celetistas, inclusive, de forma retroativa, visto que os celetistas já estão recebendo; Revisão do PCCV e Programa de Emprego e Remuneração (PER); 30 horas semanais e retorno das gratificações cortadas dos estatutários administrativos.
Por Redação AJN1 – com informações Sintasa







