Da redação, AJN1
O Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho e Previdência Social no Estado de Sergipe (Sindiprev/SE) realizou um ato na manhã desta quarta-feira (15), em frente ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), localizado no bairro Siqueira Campos, zona Oeste de Aracaju, com o objetivo de protestar contra o ‘caos’ nas agências espalhadas pelo estado, em virtude do crescimento da demanda provocada pelo baixo efetivo de servidores. A categoria também é contra a contratação temporária de militares da reserva para reforçar o atendimento nas agências, medida anunciada esta semana pelo governo Federal.
Segundo o coordenador Geral do Sindicato, Joaquim Antônio, na Agência do Siqueira Campos está havendo demora no atendimento, isso porque, segundo ele, servidores se aposentaram e a demanda aumentou. “Eram 120 trabalhadores na Agência do Siqueira Campos e agora temos 30. A demanda cresce e a gente não tem condições de fazer atendimento”, reclama.
Ainda conforme o sindicalista, não há melhorias na parte tecnológica do INSS, nem a realização de concursos para suprir o efetivo dos aposentados. “Em qualquer agência de Sergipe há uma fila enorme querendo fazer algum tipo de procedimento. São 22 guichês, sendo três ocupados por estagiários, e até os gerentes estão fazendo atendimento às pessoas”, denuncia.
Contratação de militares
Sobre a contratação temporária de cerca de sete mil militares da reserva para reforçar o atendimento nas agências, anunciada na última terça-feira (14), pelo secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, o sindicalista disse que essa não é uma boa ideia. Ele defende a convocação de servidores aposentados do INSS.
“A vinda desses trabalhadores não vai resolver o problema de atendimento e da concessão de benefício, até porque tem que ter conhecimento muito grande da legislação previdenciária. Então, essas pessoas teriam que estudar pelo menos um ano o direito previdenciário e ter algum tipo de noção. A nossa solução é convocar os trabalhadores do INSS que se aposentaram, porque eles têm conhecimento necessário e agilizam a concessão desses trabalhadores”, sugere.
A AJN1 não conseguiu contato com a assessoria de comunicação do INSS em Sergipe para comentar o assunto.
Redução
Segundo o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, com a contratação dos militares, a expectativa é que o estoque de processos acumulados caia para próximo de zero até o fim de setembro.
A contratação dos militares, afirma o secretário, será voluntária, sem haver convocação. Eles serão treinados em fevereiro e em março, devendo começar a trabalhar nos postos em abril, recebendo adicional de 30% na reserva remunerada.
A medida custará R$ 14,5 milhões por mês ao governo, mas ele disse que o custo deve ser compensado pela diminuição da correção monetária paga nos benefícios concedidos além do prazo máximo de 45 dias depois do pedido.
Paralelamente, entre 2,1 mil e 2,5 mil funcionários do INSS que hoje trabalham no atendimento presencial serão remanejados para reforçar a análise dos processos.







