ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 0:52:11

Setor empresarial demonstra insegurança e cobra dados referentes à covid-19 em Sergipe

Entidades do segmento empresarial de comércio, serviços, turismo, construção civil, indústria, transportes e agricultura se reuniram e elaboraram uma carta aberta para a população, com questionamentos a serem feitos às autoridades constituídas, pedindo a oportunidade de negociação para a retomada gradativa das atividades econômicas, suspensas por meio de decreto em virtude da pandemia da covid-19.

O documento, assinado por 19 entidades que representam empresas geradoras de mais de 300 mil postos de trabalho, externa “ausência de um plano estruturado de combate a covid-19 que proteja, de forma clara e objetiva, a saúde dos sergipanos e a economia do estado”. 

Questiona, também, a eficácia das medidas de distanciamento social e os resultados pouco expressivos no combate à doença que atinge menos de 1% da população sergipana. 

As entidades reforçam, também, seu comprometimento com o Poder Público, inclusive auxiliando na compra de materiais para a área de saúde, lembrando que o setor produtivo é agente contributivo gerador de emprego e renda para a população e que há um grande risco de desemprego, devido ao fechamento das empresas e interrupção das atividades.

Por meio do texto, o setor produtivo pede que que seja aberto um canal real de diálogo, para discutir o planejamento urgente de um Plano de Expansão da Estrutura de Saúde para atendimento às vítimas do covid -19, simultaneamente com um Plano de Retomada das atividades econômicas, respeitando as imposições de distanciamento social e os protocolos de biossegurança para evitar a transmissão da covid -19.

Confira carta na íntegra:

CARTA ABERTA AOS SERGIPANOS

O SETOR PRODUTIVO DO ESTADO DE SERGIPE, representado pelas entidades abaixo listadas, responsável por mais de 300 mil empregos diretos, MANIFESTA A SUA PROFUNDA INSATISFAÇÃO pela ausência de um plano estruturado de combate ao Covid-19 que proteja, de forma clara e objetiva, a saúde dos sergipanos e a economia do nosso estado.

Desde o início dessa crise, os empreendedores sergipanos, a duras penas, acreditando na suposta redução dos impactos da pandemia, têm acatado as medidas de prevenção e combate à propagação do vírus, impostas pelo Governo do Estado, em especial as de isolamento social e suspensão de
atividades, mesmo observando que tais medidas não vêm surtindo o efeito propagado.

Os empresários, de forma a contribuir com a sociedade sergipana, somaram esforços para a compra de respiradores para atender a população, a doação de equipamentos hospitalares, o fornecimento de máscaras e outros equipamentos de proteção para os profissionais da saúde, além de
campanhas de conscientização através de parcerias com a iniciativa privada, no sentido de melhorar a estrutura de saúde neste momento de pandemia.

Também foram apresentadas pelo setor produtivo, ao Governo do Estado, à Prefeitura de Aracaju e demais prefeituras, uma série de sugestões para a retomada das atividades econômicas, de forma gradativa e com medidas de proteção a colaboradores e o público em geral. No entanto, apesar de
toda disposição dos empresários para o diálogo, o Governo de Sergipe implementou e, em seguida, revogou medidas de flexibilização sem apresentar qualquer justificativa técnica, demonstrando total falta de planejamento e prejudicando ainda mais diversos setores da nossa economia, elevando o desemprego, que hoje já atingiu milhares de pessoas em todo o Estado, além da falta de previsibilidade faz com que as empresas não consigam manter seus colaboradores.

Vale destacar que se ações mais concretas voltadas para apoiar às empresas, durante a travessia dessa pandemia, bem como se os poderes públicos continuarem deixando indefinidamente os empresários às escuras, sem nenhuma previsibilidade sobre a retomada das atividades econômicas,
infelizmente esse oceano de incertezas gerará ainda mais a destruição de dezenas de milhares de empregos.

Vários setores da economia estão sendo vistos como os grandes vilões propagadores do vírus pelos governantes e órgãos fiscalizadores, será que terá de acontecer uma grave depressão social e econômica para que escutem a nossa voz? Poderá ser tarde demais! Quando teremos uma
resposta?

O fato é: a situação atual traz profunda insegurança à sociedade em geral, aos empresários, colaboradores, informais e autônomos, fazendo-se necessária a apresentação urgente de um Plano de Expansão da Estrutura de Saúde para atendimento às vítimas do COVID-19, simultaneamente
com um Plano de Retomada das atividades econômicas, com o objetivo de salvar vidas e preservar empregos.

Se um diálogo mais efetivo não for feito urgentemente, priorizando as pautas apresentadas nesta carta, isso custará a prosperidade de vários anos do futuro dos sergipanos, até que se consiga superar essa tragédia que se abaterá sobre TRABALHADORES e EMPRESÁRIOS do nosso querido
estado.

Assinam,

Laércio Oliveira

Presidente da Federação do Comércio do Estado de Sergipe

Breno Pinheiro França

Presidente do Sindicato das Empresas Atacadistas do Estado de Sergipe

Marco Aurélio Pinheiro

Presidente da Federação das Associações Comerciais, Industriais e Agropastoris de Sergipe

Presidente da Associação Comercial e Empresarial de Sergipe

Ivan Sobral

Presidente da Federação de Agricultura do Estado de Sergipe

Edivaldo Cunha

Presidente da Federação das Câmaras dos Dirigentes Lojistas de Sergipe

Eduardo Prado

Presidente da Federação das Indústrias do Estado de Sergipe

Joaquim da Silva Ferreira

Coordenador do Fórum Empresarial de Sergipe

Paulo do Eirado
Superintendente do SEBRAE/SE

Alberto Almeida

Presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Município de Aracaju

Gleide Selma Santos

Presidente do Sindicato das Empresas Contábeis

Antônio Carlos Franco Sobrinho

Presidente da Associação Brasileira de Indústria de Hotéis em Sergipe

Câmara de Dirigentes Lojistas de Aracaju

Augusto Carvalho

Presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Sergipe

Renir Damasceno

Presidente da Federação das Escolas Particulares de Sergipe

Celso Hiroshi

Presidente da Associação Empresarial das Indústrias do Município de Nossa Senhora do Socorro

Geraldo Majela

Presidente da Associação Sergipana das Empresas de Obras Públicas e Privadas

Lincolin Amazonas

Presidente da Associação É de Sergipe

Murilo Melquiades

Presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Sergipe

Daniela Mesquita

Presidente da Associação Empresarial de Turismo: Sergipe Destination

Saulo Emidio dos Santos

Presidente da Associação de Lojistas do Shopping Jardins


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