ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 2:50:38

A Produção Agrícola em Sergipe

Recentemente, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgou a produção agrícola de 2024, sendo que os dados de dezembro são com base em estimativas.

Uma curiosidade que julguei relevante foi o gráfico da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas, na posição de dezembro de 2024, onde verifica-se que o Centro-Oeste é o celeiro do nosso país, pois tem uma representação de 49,4% da referida produção, o Sul na 2ª posição com 26,8%, na 3ª posição empatados Sudeste e Nordeste com 8,8% e na quinta posição, o Norte com 6,25%.

Entre os estados, o campeão na produção de cereais, leguminosas e oleaginosas é o Mato Grosso com 31,4%, seguido do Paraná com 12,8% e do Rio Grande do Sul com 11,8% que formam o pódio dos três maiores produtores do país.

Destaco o estado de Sergipe que ocupa a 15ª posição no país e a 4ª posição na Região Nordeste, perdendo apenas para três estados com grandes extensões territoriais, a Bahia, o Maranhão e o Piauí.

Segundo o IBGE, no total, a safra brasileira de grãos (cereais, leguminosas e oleaginosas), em 2025, deve somar 322,6 milhões de toneladas, crescimento de 10,2% em relação a 2024 ou 29,9 milhões de toneladas, tendo a safra de 2024 enfrentado uma série de problemas climáticos, que reduziram os rendimentos médios de diversos produtos que compõem o grupo dos cereais, leguminosas e oleaginosas. Segundo o Instituto, para 2025 são esperados declínios nas estimativas da produção para o Tocantins (-0,8%) e para Sergipe (-1,7%).

Cabe registrar que o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, para Sergipe na base de dezembro/2024, apontou que a área plantada em chegou a 195.835 hectares, equivalentes a 0,2% da área plantada do Brasil, com um crescimento de 4,0% em relação ao ano anterior. Além disso, a produção ficou em 1.049.624 toneladas, equivalentes a 0,4% da produção do Brasil, com um crescimento de 2%.

Na discriminação das atividades e destacando os principais produtores, Sergipe desponta nas seguintes culturas:

O arroz em casca teve crescimento de crescimento de área e produção (5,0%), ficando em 2024 com 10.738 hectares e uma produção de 41.918 toneladas.

A cana-de-açúcar teve crescimento de mais de 5% em área plantada, que ficou em 76.081 hectares, crescimento de 5,2% na produção que totalizou 2.053.434 toneladas.

Laranja – A estimativa para a produção da laranja foi de 12,2 milhões de toneladas ou 299,4 milhões de caixas de 40,8 kg, uma redução de 7,1% em relação ao divulgado em novembro.

Mandioca (raízes) – A produção de 2024 alcançou 19,1 milhões de toneladas, aumento de 1,3% no comparativo mensal e declínio de 0,4% no anual. O estado de Sergipe apresentou uma produção de 151,1 mil toneladas. De acordo com o IBGE, os maiores produtores da Região Nordeste são Bahia com 630 mil toneladas e Sergipe com 378,5 mil toneladas. Esses Estados apresentaram pequenas reduções em relação a 2023.

A produção do milho 2ª safra apresentou queda de 1,0% em relação ao mês anterior, somando 91,8 milhões de toneladas, sendo o declínio na área colhida, de 82,1 mil hectares (-0,5%) e a queda no rendimento médio, de 0,5% (5 505 kg/ha), os responsáveis por essa queda na produção. No País, apenas o Sudeste apresentou crescimento, de 0,3%. Nesta cultura, o IBGE destaca Sergipe entre as Unidades da Federação que apresentaram crescimento na produção, o crescimento em Sergipe foi de 1,8%.

Feijão teve queda na área e na produção, totalizando uma área de 4.993 hectares e uma produção de 1.279 toneladas.

Amendoim ficou estabilizado com uma área de 2.400 hectares e uma produção de 1.715 toneladas.

Pelo que foi apresentado fica evidenciada a importância de Sergipe na contribuição para a produção de alimentos para o país.

Do ponto de vista do apoio estadual, recentemente, o Secretário de Estado da Agricultura, Zeca Ramos da Silva, ressaltou que Sergipe tem se destacado na produção de grãos como milho e arroz e o Estado tem um papel fundamental quanto ao fomento dessas culturas. “A ampliação dos investimentos é uma demonstração do reconhecimento do governador Fábio Mitidieri de que a produção de grãos é um dos segmentos mais significativos, por possibilitar o enfrentamento da problemática da segurança alimentar e, principalmente, pela contribuição final na geração de emprego e melhoria da renda”, pontuou o secretário. Ainda, segundo ele, além dos investimentos dos próprios produtores, o governo tem investido na compra e distribuição de sementes para os agricultores familiares, por meio do Programa Sementes do Futuro, para incentivar a produção.”

Ressalto, a importância do apoio das instituições financeiras, de modo especial, o apoio do Banco do Nordeste do Brasil, que aplica um volume de recursos financeiros relevantes e que serve de suporte para muitos produtores rurais do estado, de modo destacado, os pequenos produtores.

Que o estado de Sergipe continue sendo um destaque em área plantada, produção, produtividades e desenvolvimento de incentivos que motivem o crescimento das atividades rurais sergipanas.