CUIDADO COM O AEDES

Estamos em meados do outono com um calor que lembra o verão e a chuva que nos dá saudade do inverno.  Tempo das viroses e do aumento de insetos como o aedes aegypti, transmissor da dengue, da chicungunha e da Zika.

Lembrando que essas infecções matam e são causas de ocupação de leitos hospitalares e a solução está principalmente na postura de cada pessoa e no seu cuidado com os espaços em que vive evitando o acúmulo de água limpa parada, fonte da eclosão dos ovos do mosquito aedes.

Uma simples lição que, infelizmente, não é observada por boa parte da população que esquece garrafas e latas jogadas sem cuidado em qualquer lugar, com vasos de plantas cheios de água, reservatórios sem tampas, piscinas sem limpeza e conservação.

O problema é maior porque a falta de cuidados de alguns afeta aos demais, inclusive aqueles que tomam as devidas providências.

Receber com respeito e atenção o agente de saúde de endemias que vai à sua casa para verificar se existem larvas e orientar sobre a prevenção antes de mais nada é puro exercício de cidadania.

A conscientização de cada morador da casa é fundamental para que os cuidados preventivos sejam eficazes.

A preocupação aumenta quando percebemos que o pior inimigo das endemias é o relaxamento nos cuidados básicos e simples que salvam vidas e evitam que pessoas se tornem improdutivas por causa das doenças.

Paralelamente é importante lembrar que já está acontecendo a campanha da vacinação contra o vírus influenza que causa gripes e a vacinação contra o sarampo, doença que já tinha sido banida do território brasileiro e voltou com força total porque descuidamos no processo de vacinação que pode erradicar a doença do Brasil.

As pessoas idosas, os profissionais de saúde inicialmente estão sendo imunizados contra a gripe, mas chegará a hora das crianças, que os pais fiquem atentos para não perderem a oportunidade de protegerem seus filhos e aproveitem para verificar a carteira de vacinação e, se for o caso, atualizem o esquema vacinal, inclusive contra o sarampo.

Estamos numa expectativa positiva em relação à redução dos casos de COVID e dos óbitos causados pela doença, porém não custa lembrar a importância de completar o esquema vacinal para que possamos evitar o recrudescimento da pandemia, e a euforia pela redução se transforme outra vez no pesadelo do aumento dos casos como tem acontecido na China.

Por isso, todos nós devemos cuidar de completar o esquema vacinal. Essa é a solução mais fácil e mais em conta.

Autor

José Anselmo de Oliveira

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