ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 1:38:22

Dados da Agropecuária Sergipana

Apresentarei adiante alguns informes da Agropecuária Sergipana, a partir de dados coletados no Observatório da Agropecuária Brasileira que é um projeto estratégico corporativo do Ministério da Agricultura. De acordo com o Ministério da Agricultura, o Observatório da Agropecuária Brasileira objetiva fortalecer a integração e a gestão, além de aprimorar o acesso e o monitoramento dos dados e informações de interesse estratégico para o setor agropecuário e para o Brasil.

A primeira informação que irei abordar é sobre os principais produtos agrícolas de Sergipe, na base da safra 2021/2022. Os nossos três principais produtos são: arroz – uma área plantada de 6 mil hectares, uma produção de 41 mil toneladas e uma produtividade de 6,833 toneladas/ha; feijão – uma área plantada de 4 mil hectares, uma produção de 3 mil toneladas e uma produtividade de 0,75 tonelada/ha; e o nosso principal produto agrícola da atualidade, o milho – uma área de 175 mil hectares, uma produção de 962 mil toneladas e uma produtividade de 5,497 toneladas/ha. A orientação da produção agropecuária sergipana corre risco de concentração excessiva em um produto, portanto é importante pensar em uma maior diversidade de produção agrícola para o estado.

Cabe registrar que temos outros produtos agrícolas que são importantes no valor da produção agropecuária de Sergipe, a exemplo de: amendoim (2ª safra) – 1.200 ha, cana-de-açúcar – 33.111 ha, mandioca – 15.950 ha e, Laranja – 32,160 ha.

Sobre a aquicultura as informações do Observatório da Agropecuária Brasileira sinalizam que em Sergipe a produção é de 5.973 toneladas, com um valor total de produção de R$ 94.431 mil e uma variedade de produção de 10 espécies entre as principais, destacando-se, a produção de camarões, carpa, matrinxa, ostras/mexilhões, Pintado/Surubim, Tamabacu/Tabatinga, tambaqui, tilápia. Temos 45 municípios produtores, fazendo Sergipe ocupar a 22ª posição no ranking de produção da aquicultura do Brasil. Na denominada forma jovem, a aquicultura sergipana é concentrada em duas espécies (alevinos e larvas de camarão), com 106.700 milheiros, cuja valor da produção total é de R$ 2.521 mil, com 6 municípios produtores e 22ª posição no ranking produtivo nacional.

Sobre este tema, gostaria de destacar uma ação recente da Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e Pesca que reuniu instituições para planejar o censo da pesca e da aquicultura em Sergipe, com o objetivo de verificar quem são os produtores, quanto se produz, qual a espécie produzida, qual a área de produção e se há beneficiamento do produto.

Com relação aos estabelecimentos de fertilizantes com registro no Ministério da Agricultura, Sergipe possui 136 empresas, equivalente a 2,1% das empresas de fertilizantes do Brasil, tendo a 3ª maior quantidade de empresas de fertilizantes da Região Nordeste.

Sobre a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP), a quantidade de DAPs em Sergipe é de 34.015, representando 1,56% das DAPs do país, cuja renda média do produtor é de R$ 31,970,67 e o tamanho médio das propriedades de 0,26 ha. Do ponto de vista da tipologia das DAPs em Sergipe, a maioria é de DAP B (74,43%), a maioria dos beneficiários é de sexo masculino (60,68%), 82,90% dos beneficiários adultos, sendo que a maioria (31,22%) possui o 2º grau completo. A maioria (54,23%) das famílias beneficiárias de DAPs em Sergipe é constituída entre 3 a 5 pessoas.

Sobre os assentamentos em Sergipe são 462 documentos com 361 títulos de domínio e 101 contratos de concessão de uso (CCU). Destacamos que atualmente, conforme dados do Observatório da Agropecuária Brasileira, existem 6 pedidos de adesão que estão na fase de análise. Destacando-se que em Sergipe não existem glebas públicas federais.

Para compreender a produção agrícola é importante conhecer a tipologia dos solos sergipanos. Os dados do Observatório da Agricultura revelam que a posição dos solos de Sergipe é a seguinte: 37,36% – Neossolos, 36,86 – Argissolos 12,45% – planossolos, 8,74% – espodossolos, 3,83% luvissolos e 0,76% cambisolos.

Cabe registrar que o nosso principal solo (neossolos) – são solos que não apresentam expressões expressivas em relação ao material de origem, podendo ser minelos pouco profundos (Neossolos Literários), ter altos teores de origens primárias do material de origem Regolíticos), muito arenosos e profundos (Neossolos Quarzarênicos), ou formados por sedimentos na beira de rios (Neossolos Flúvicos). A área total deste solo em Sergipe é de 7,524Km2.

A segunda principal área de solos é com argissolos que são solos que apresentam maior quantidade de profundidade em relação à sua superfície, que é, portanto, mais são. Normalmente são solos determinados e com argila de baixa atividade, podendo ser pobres ou ricos em nutrientes e em alumínio. O controle comum da gestão e a manutenção são práticas desses solos.

De acordo com a publicação “ A Economia Agropecuária do Brasil”, de 2020, a agricultura brasileira tem mantido ao longo dos anos que separam os censos de 2006 e 2017 uma taxa média de crescimento do produto de 3,29%. E nesse período, as regiões que mais se destacam são o Centro Oeste, que cresceu 5,8% a.a., e o Sul, região que observou um crescimento anual no mesmo período de 3,75%.

Para Sergipe os índices são os seguintes: índice produto 1970/2017 (1,9999), índice insumos 1970/2017(0,422), PTF (produtividade total dos fatores) 1970/2017 (1,570), produtividade da terra 1970/2017 (2,1116), produtividade da mão-de-obra 1970/2017 (1,872) e, produtividade de capital 1970/2017 (1,823).

Pelo apresentado dos índices verifica-se que a situação de Sergipe evoluiu bem neste período, mesmo com muitas adversidades e com o peso relativo que tem a agropecuária sergipana na formação do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado.

Registro que além das ações do Governo Estadual no desenvolvimento da agropecuária sergipana, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Sergipe – Faese tem desempenhado um importante papel para o fortalecimento da produção agropecuária sergipana.