ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 2:41:58

Halitose ou Mau Hálito: tem tratamento

*Por Cynthia Coelho

 

Halitose é o nome científico dado para o popular mau hálito, significa uma alteração do hálito, ou seja, a liberação de odores desagradáveis pela boca através da respiração. Não é considerada uma doença, mas um sinal de que alguma coisa está errada no organismo, ou mesmo um processo fisiológico.

 

A halitose pode ser de origem fisiológica ou patológica. Halitose de origem fisiológica não deve representar problema algum. Todas as pessoas já presenciaram um odor um pouco mais forte ao acordarem, período em que ocorre redução fisiológica do fluxo salivar, ou até mesmo um mau cheiro temporário causado por algum componente específico da dieta, como álcool, cebola e alho. Essas situações são transitórias e facilmente controladas com orientações gerais e higiene oral convencional.

 

O grande problema é a halitose de origem patológica, que é muito mais intensa e persistente. Ela pode ser dividida em halitose verdadeira ou genuína, pseudo-halitose e halitofobia. Na verdade, existe um mau cheiro objetivo, às vezes não sentido pelo paciente, mas pelas pessoas que convivem com o mesmo – o que não ocorre na pseudo-halitose, embora as pessoas persistam com a sensação subjetiva de mau hálito. A halitofobia é um quadro peculiar no qual existe uma preocupação e um medo exagerado em relação à presença da halitose, com componente psicossomático, gerando alterações comportamentais importantes.

 

Apenas cerca de 5 a 10% dos casos de halitose possuem causas sistêmicas, provenientes de outros órgãos. É comum a halitose ter mais de uma origem e, por isso, dizemos que é multifatorial e o seu tratamento multidisciplinar. A grande maioria dos casos de halitose (de 90 a 95%), no entanto, tem origem na própria boca, principalmente na língua. Por isso, costumamos dizer que o seu cirurgião-dentista é o profissional mais indicado para identificar a origem e prescrever o tratamento adequado.

*É cirurgiã-dentista, Doutora em Distúrbios de Sono pela UNIFESP, Mestre em Ciências da Saúde UFS/ UNIFESP, Pós-Graduada em: Prótese; Laserterapia; pacientes sistemicamente comprometidos; e em Halitose. CRO-SE n. 850.

 

CROSEcast – episódio 003

Por falar em halitose, o tema foi escolhido para o terceiro episódio do CROSEcast, o podcast oficial do Conselho Regional de Odontologia de Sergipe, que vai ao ar nesta quinta-feira, no canal da autarquia no Youtube TV CRO-SE. A cirurgiã-dentista Cynthia Coelho foi a convidada da vez, sob a mediação da presidente do CRO-SE, Anna Tereza Lima, que fizeram um bate-papo interessantíssimo sobre as causas, diagnóstico e tratamento da halitose. Acesse e confira.

 

Apoio do MPT

Após reunião realizada pelo CRO-SE com o procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho em Sergipe, Alexandre Magno de Alvarenga, solicitando apoio e adoção de providências para que nenhum profissional da Odontologia em Sergipe desempenhe suas funções em condições precárias de trabalho, o MPT sinalizou positivamente para o Conselho e instaurou Procedimento Administrativo para investigar adequação legal da remuneração de cirurgiões-dentistas nos municípios ao que preconiza a Lei do Piso (nº 3.999/61).

 

Interdição ética

A equipe de fiscalização do CRO-SE realizou nova interdição ética em consultório odontológico no interior do estado, desta vez, em Indiaroba. Uma Unidade Básica de Saúde do município foi encontrada sem condição de atendimento odontológico, em razão da forte presença de mofo, além de paredes quebradas e descascadas, comprometendo a biossegurança dos procedimentos realizados no local. Assim que as adequações forem realizadas, a desinterdição será feita e o atendimento odontológico poderá ser retomado no local.