ARACAJU/SE, 13 de maio de 2026 , 19:20:04

Indicadores Sociais de Sergipe – 2023

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, disponibilizou à sociedade e ao público geral a Síntese de indicadores sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira 2023, que tem como objetivo sistematizar e apresentar um conjunto de informações relacionadas à realidade

social do País, a partir de temas estruturais de grande relevância para

a construção de um quadro abrangente sobre as condições de vida

da população brasileira.

Descreverei e comentarei neste breve ensaio os dados constantes na pesquisa e que se referem ao estado de Sergipe.

Rendimento médio de todos os trabalhos das pessoas de 14 anos ou mais

de idade, ocupadas na semana de referência, segundo as Unidades da Federação – 2022.

Sergipe – a população tem um rendimento médio de R$ 2.030,00, ocupando a 20ª posição no Brasil e a 3ª posição na Região Nordeste. Os três maiores rendimentos médios do Brasil ficam no Distrito Federal (R$ 4.403,00), São Paulo (R$ 3.254,00) e Rio de Janeiro (R$ 3.207,00). O rendimento médio de Sergipe é 46,1% do rendimento médio do Distrito Federal, 112% do rendimento médio do Nordeste e 76,3% do rendimento médio do Brasil, o rendimento médio do Brasil é R$ 2.659,00. De acordo com o IBGE, a dispersão dos rendimentos do trabalho é bastante expressiva também quando considerada a localização geográfica e refletem, em parte, a distribuição das atividades econômicas pelo Território Nacional. Conforme o IBGE, em 2022, levando-se em conta o rendimento médio de todos os trabalhos, as pessoas ocupadas nas Regiões Norte (R$ 2.076,00) e Nordeste (R$ 1.812,00) recebiam, respectivamente, 78,1% e 68,1% do correspondente à média nacional (R$ 2.659,00). Bahia (R$ 1.662,00) e Maranhão (R$ 1.663,00) foram as Unidades da Federação que apresentaram os rendimentos médios mensais mais baixos.

Taxa composta de subutilização da força de trabalho, segundo as Unidades da Federação – Brasil – 2022. Para o IBGE, a taxa composta de subutilização é mais um indicador que mostra a heterogeneidade entre as distintas Regiões do País. De acordo com a pesquisa, em 2022, as taxas mais elevadas situaram–se na Região Nordeste (33,0%) e as menores, na Região Sul (11,7%).

Sergipe – tem a segunda maior taxa do país, cujo percentual é acima de 35%, a maior taxa de subutilização fica no Piauí (44,0%).

Distribuição percentual da população total, por classes de rendimento domiciliar per capita mensal, em salários mínimos.

Sergipe – neste indicador os dados revelam que a maioria da população (75,4%) ganha até 1 salário mínimo, 19,8%, ganham acima de 1 e até 3 salários mínimos e apenas 4,8% recebem mais de 3 salários mínimos.

Proporção da população com 15 anos ou mais que declarava se sentir insegura ou muito insegura no bairro de residência.

Sergipe – a taxa do estado foi a 11ª do país e a 5ª da Região com um percentual pouco superior a 30%. Analisando a capital do estado, o percentual é ainda maior com uma taxa próxima de 50%. Cabe ressaltar que conforme o IBGE, em todos os Estados, os percentuais de pessoas que declararam se sentir inseguras em seus bairros eram maiores nas capitais do que no conjunto do Estado.

De acordo com o IBGE, em 2021, a PNAD Contínua levou a campo um módulo especial que apurou dados relativos à vitimização e a sensação de segurança dos brasileiros, sob diversos aspectos.

Verificou-se as condições de moradia, os indicadores relativos à sensação de segurança no próprio domicílio e no bairro onde se localiza esse domicílio. Para o instituto, esses indicadores se entrelaçam à temática da moradia, na medida em que estão relacionados à localização do domicílio.

Em 2021, 10,3% dos brasileiros com 15 anos ou mais de idade declararam se sentir inseguros ou muito inseguros em seu domicílio, e 26,8% declaravam se sentir inseguros ou muito inseguros no bairro onde se localiza seu domicílio.

Taxa ajustada de frequência escolar líquida para pessoas entre 6 e 14 anos de idade – 2019/2022. Em Sergipe o percentual foi de 95,8%, o 7º melhor do Brasil e 4º melhor da Região Nordeste.

Conforme o IBGE, o indicador adequação idade-etapa mostra que o Brasil registrou evolução entre os anos de 2019 e 2022, em todos os níveis de ensino, exceto para o grupo das crianças de 6 a 14 anos de idade no ensino fundamental, cuja taxa ajustada de frequência escolar líquida (Tafel) se reduziu de 97,1% para 95,2%.  Mas a queda de 1,9 ponto porcentual desse indicador não impediu que o País atingisse o cumprimento da Meta 2 do PNE, que estabelece Tafel de 95% para o ensino fundamental. Esse indicador é usado para monitorar a universalização do acesso ao ensino fundamental de nove anos de estudo para toda a população de 6 a 14 anos de idade.

Percentual de crianças que frequentam educação infantil na rede privada, segundo as Unidades da Federação – 2022. Nesta variável o percentual de Sergipe é o 3ª melhor do Brasil e o maior da Região Nordeste, com 37,9%, os dois estados com percentuais acima de Sergipe são: Rio de Janeiro (42%) e Distrito Federal 39,4%. Na capital, Aracaju, o percentual é de 65,8%,um dos maiores entre as capitais, abaixo apenas de Maceió com 67,9% e de Salvador com 67,1%, estes dois estados do Nordeste apesar de possuírem bons indicadores nas capitais, não consegue ter o mesmo resultado nos municípios do interior e por isso, no estado possuem indicadores inferiores a Sergipe, em Alagoas o percentual é 30,0% e na Bahia 26,5%. Demonstrando a diferenciação de renda existente entre capital e municípios do interior.

Analisar este indicadores que o IBGE apresenta auxilia no planejamento para a melhoria das condições de vida da população local, entendo que referida análise deve ser realizada em escala municipal e com estratificação entre urbano e rural, na perspectiva de que soluções sejam apontadas e executadas para termos um país com melhores condições de vida da população brasileira.