ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 1:48:46

Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades de Sergipe

Abordarei neste ensaio, algumas informações dos municípios sergipanos referentes ao Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades – Brasil (IDSC-BR), que é uma iniciativa do Instituto Cidades Sustentáveis.

 

Conhecer a realidade dos municípios sergipanos com base no referido índice é necessário para que seja possível a melhoria contínua da gestão municipal, que também sempre demanda apoio da gestão estadual e federal.

 

Este índice ajuda na orientação da ação política de prefeitos e prefeitas, para definição de metas com base em indicadores e facilitar o monitoramento dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) em nível local.  Com isso, espera-se que seja possível avaliar os progressos e desafios dos municípios sergipanos para o cumprimento da Agenda 2030.

 

O IDSC-BR apresenta uma avaliação abrangente da distância para se atingir as metas dos ODS nos 75 municípios sergipanos, usando os dados mais atualizados disponíveis em fontes públicas e oficiais do Brasil.  De acordo com o Instituto Cidades Sustentáveis, ao todo, o índice é composto por 100 indicadores, referentes às várias áreas de atuação da administração pública.

 

Em Sergipe, a classificação das cidades demonstra as seguintes informações: a capital, Aracaju tem o melhor índice de 49,59, índice muito próximo do município de Itabaiana que possui 49,54. Estes são os municípios com as melhores classificações do estado.  Os demais estratifiquei da seguinte forma, os municípios sergipanos: municípios com índice superior a 40,00 e inferior a 49,00; municípios com índices superior a 30,00 e inferior a 40,00.

 

Abordando de forma específica os dois melhores municípios sergipanos no Índice de Desenvolvimento Sustentável, temos o seguinte:

Aracaju – pontuação de 60,03 em erradicação da pobreza; pontuação de 42,45 em fome zero e agricultura sustentável; pontuação de 58,98 em saúde e bem-estar; pontuação de 41,28 em educação de qualidade; pontuação de 26,26 em igualdade de gênero; pontuação de 81,74 em água limpa e saneamento; pontuação de 65,34 em energia limpa e acessível; pontuação de 44,95 em trabalho decente e crescimento econômico; pontuação de 84,55 em indústria, inovação e infraestrutura; pontuação de 39,53 em redução das desigualdades; pontuação de 31,4 em cidades e comunidades sustentáveis; pontuação de 37,08 em consumo e produção responsáveis; pontuação de 90,01 em ação contra a mudança global do clima; pontuação de 35,00 em vida na água; proteção de 27,00 em proteger a vida terrestre; pontuação de 47,21 em paz, justiça e instituições eficazes; e pontuação de 30,29 em parcerias e meios de implementação.

Itabaiana – pontuação de 58,60 em erradicação da pobreza; pontuação de 40,72 em fome zero e agricultura sustentável; pontuação de 65,28 em saúde e bem-estar; pontuação de 32,87 em educação de qualidade; pontuação de 22,50 em igualdade de gênero; pontuação de 82,16 em água limpa e saneamento; pontuação de 59,03 em energia limpa e acessível; pontuação de 53,14 em trabalho descente e crescimento econômico; pontuação de 75,79 em indústria, inovação e infraestrutura; pontuação de 45,75 em redução das desigualdades; pontuação de 75,45 em cidades e comunidades sustentáveis; pontuação de 45,65 em consumo e produção responsáveis; pontuação de 51,35 em ação contra a mudança global do clima; pontuação de 60.44 em vida na água; pontuação de 28,24 em proteger a vida terrestre; pontuação de 41,84 em paz, justiça e instituições eficazes; e pontuação de 14,30 em parcerias e meios de implementação.

 

Os dois melhores municípios sergipanos no referido índice, apresentam a seguinte classificação no ranking nacional, Aracaju – 1.799ª posição e Itabaiana – 1.823ª posição. Também é possível verificar as diferenciações nas variáveis, mesmo que eles possuam no final pontuações bem próximas. Aracaju teve pontuações altas (acima de 80,00) em três itens: água limpa e saneamento; indústria, inovação e infraestrutura e ação contra a mudança global do clima; já Itabaiana só teve pontuação acima de 80,0 em água limpa e saneamento; porém destaca-se em relação à Aracaju em saúde e bem-estar, cidades e comunidades; e trabalho descente e crescimento, entre as principais variáveis.

 

A sequência da classificação dos municípios sergipanos no O IDSC-BR é a seguinte:

2ª classificação – Macambira (46,34), Barra dos Coqueiros (46,01), Lagarto (45,58), Cumbe (45,33), Malhador (45,15), Boquim (44,80), Propriá (44,80), Indiaroba (44,78), Poço Verde (44,54), Tobias Barreto (44,28), Pedrinhas (44,15), Riachão do Dantas (43,97), Santa Luzia do Itanhy (43,62), Estância (43,49), Telha (43,47), Japaratuba (43,16), Carmópólis (43,06), Nossa Senhora do Socorro (42,86), Arauá (42,55), Nossa Senhora Aparecida (42,45), São Cristóvão (42,42), São Francisco (42,39), São Miguel do Aleixo (42,14), Salgado (42,08), Umbaúba (41,99), Graccho Cardoso (41,97), Cristinápolis (41,94), Japoatã (41,93), Rosário do Catete (41,87), Moita Bonita (41,87), Itabaianinha (41,84), Ribeirópolis (41,71), Nossa Senhora da Glória (41,57), Canhoba (41,51), Simão Dias (41,47), Malhada dos Bois (41,43), General Maynard (41,22), Itabi (40,90), Frei Paulo (40,90), Santana do São Francisco (40,60), Itaporanga d´Ajuda (40,58), Divina Pastora (40,45), Nossa Senhora das Dores (40,36), Pacatuba (40,31), Ilha das Flores (40,22), Cedro de São João (40,11), Campo do Brito (40,09) e , Pirambu (40,08).

3ª classificação – Gararu (39,98), Siriri (39,81), Canindé do São Francisco (39,79), Poço Redondo (39,74), Nossa Senhora de Lourdes (39,52), Riachuelo (39,51), Amparo do São Francisco (39,43), Muribeca (39,25), Pinhão (39,24), Laranjeiras (39,21), Porto da Folha (39,00), Areia Branca (38,94), Carira (38,87), Monte Alegre de Sergipe (38,62), Capela (38,61), Neópolis (38,42), Tomar do Geru (38,25), Maruim (38,22), Aquidabã (38,02), Santa Rosa de Lima (37,99), São Domingos (37,63), Feira Nova (37,50), Brejo Grande (36,45) e na última posição, São Amaro das Brotas (36,44).

Os números apresentados revelam que as cidades sergipanas ainda possuem muitos desafios a serem superados para o alcance de todos os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).