O assunto da semana não poderia ser outro a não ser a polêmica dos edulcorantes, ou simplesmente os adoçantes e a recomendação da Organização Mundial da Saúde, após estudos que sugerem que os mesmos não trazem benefício na redução da gordura em adultos, adolescentes ou crianças, e que, ao contrário, podem aumentar o risco do desenvolvimento de doenças como diabetes, cardiovasculares e mortalidade em adultos.
A questão da obesidade e do sobrepeso é muito grave no mundo inteiro e já é reconhecida como das grandes demandas de saúde no planeta, uma verdadeira epidemia, com consequências muito graves como o aumento das doenças cardiovasculares que matam mais do que várias outras doenças também graves como o câncer que também, segundo estudos clínicos, tem aumentada a incidência por conta da crise de obesidade da população mundial.
E virou uma luta permanente o emagrecimento e para isso a indústria de alimentos ao redor do mundo tem sido uma das maiores beneficiadas dirigindo investimentos e propaganda para alimentos que usam os edulcorantes/adoçantes como um verdadeiro chamariz em termos de marketing. Na maioria das vezes sem controle suficiente para garantir ao consumidor a segurança do que é ofertado nas gôndolas dos supermercados e nas lojas de produtos dietéticos.
Estudos como esse último da OMS – Organização Mundial da Saúde devem servir de base para que as agências reguladoras que fiscalizam o que é colocado no mercado como alimento possa ficar atentas e exigir maior responsabilidade dos fabricantes que sob o foco da propaganda podem enganar os consumidores levando-os a ingerir substâncias que podem agravar a saúde.
As sociedades médicas e as escolas de medicina também devem estar atentas para as pesquisas no campo da alimentação porque a saúde humana depende muito do que entra pela boca e que passa a ser desejo pelos olhos. O simples deve ser retomado, como a alimentação natural e equilibrada e hábito de atividades físicas.
Vivemos em um tempo que a lei é a do menor esforço físico e da alimentação instantânea e industrializada, que nem sempre é tão saudável quanto as imagens publicitárias. O papel do profissional médico e da nutrição são essenciais para evitar os abusos.
Penso, no entanto, que o papel mais importante está na regulação pela agência responsável, no Brasil, a ANVISA, nos Estados Unidos, a FDA, só para exemplificar, pois cabem a elas evitar que sejam colocados nos mercados consumidores alimentos que, ao contrário do marketing, façam mal à saúde. E a sociedade deve ficar alerta para os estudos sérios e transparentes.
