ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 1:36:54

Números da Economia

Apresentarei neste a evolução recente de indicadores econômicos em  nível  global,  nacional  e  regional,  tais  como  Produto Interno  Bruto  (PIB),  inflação,  câmbio,  indústria,  comércio, serviços, nível de emprego, balança comercial, entre outras variáveis econômicas e financeiras.

O crescimento econômico global medido pela variação do Produto Interno Bruto (PIB), para o ano de 2022 é o seguinte, conforme projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI): o mundo crescerá 3,6%, as economias desenvolvidas terão um crescimento de 3,3%, na Zona do Euro o crescimento será de 2,8% e nas economias em desenvolvimento a perspectiva é de um crescimento de 3,8%. As projeções para os próximos três anos (2023, 2024 e 2025), chegando-se na metade desta década são as seguintes: o mundo crescerá 3,6% em 2023, 3,4% em 2024 e 3,4% em 205; nas economias desenvolvidas o crescimento previsto é de 2,4% em 2023, 1,7% em 2024 e 1,7% em 2025; na Zona do Euro a perspectiva é de um crescimento de 2,3% em 2023, 1,8% em 2024 e 1,6% em 2025; e nas economias em desenvolvimento a sinalização é de um crescimento de 4,4% em 2023, 4,6% em 2024 e 4,5% em 2025.

Percebe-se naturalmente que o crescimento econômico é diferenciado entre as principais regiões mundiais na territorialização econômica, registrando-se que o Brasil se enquadra nas economias em desenvolvimento. E o cenário para o Brasil, na visão do FMI é de um crescimento do PIB de 1,7% em 2022, projetando-se crescimento de 0,5% em 2023, 1,8% em 2024 e 2,9% em 2025.

Abordando-se as perspectivas de alguns países que possuem relações comerciais mais intensas com o Brasil e são importantes no cenário mundial, tem-se conforme as projeções do FMI, que o crescimento do Estados Unidos (1ª economia do mundo) será o seguinte: 3,7% em 2022, 2,3% em 2023, 1,4% em 2024 e 1,7% em 2025. A China (2ª economia do mundo), crescerá 4,4% em 2022, 5,1% em 2023, 5,1% em 2024 e 5,0% em 2025. A Alemanha (3ª economia mundial e principal economia da Europa), crescerá 2,1% em 2022, 2,7% em 2023, 1,5% em 2024 e 1,4% em 2025. A Argentina (2ª economia da América do Sul e principal parceiro comercial do Brasil na região) crescerá 4,0% em 2022, 3,0% em 2023, 2,8% em 2024 e 2,0% em 2025.

O PIB per capita mundial nos últimos anos tem evoluído da seguinte forma: 2019 – US$ 11,5 mil, 2020 – US$ 11,1 mil, 2021 – US$ 12,5 mil. As projeções do FMI apontam os seguintes valores do PIB per capita mundial: 2022 – US$ 13,4 mil, 2023 – US$ 14,2 mil, 2024 – US$ 14,9 mil, 2025 – US$ 15,5 mil.

No Brasil, a trajetória recente do nosso PIB per capita foi a seguinte: 2019 – US$ 8,9 mil, 2020 – US$ 6,8 mil, 2021 – US$ 7,6 mil. As projeções do FMI apontam os seguintes valores do PIB per capita para o Brasil: 2022 – US$ 8,6 mil, 2023 – US$ 9,2 mil, 2024 – US$ 9,8 mil, 2025 – US$ 10,2 mil.

A inflação, que é uma variável macroeconômica que interfere no cotidiano das pessoas, teve o seguinte comportamento recente no nível mundial: 2019 (3,5%0, 2020 (3,2%) e 2021 (4,7%). As projeções de inflação feitas pelo FMI para o mundo apontam os seguintes índices: 2022 (7,4%), 2023 (4,8%) e 2024 (3,8%).

Nas economias mundiais de referência para o Brasil, o comportamento recente e prospectivo da inflação apontam que nos Estados Unidos, os índices foram, de 1,8% em 2019, 1,2% em 2020 e 4,7% em 2021; o cenário prospectivo para os Estados Unidos é de 7,7% em 2022, 2,9% em 2023 e 2,3% em 2024. Para a China, o comportamento recente da inflação foi de 2,9% em 2019, 2,4% em 2020 e 0,9% em 2021; com uma expectativa de 2,1% em 2022, 1,8% em 2023 e 2,0% em 2024. Na Alemanha, o comportamento recente da inflação foi de 1,4% em 2019, 0,4% em 2020 e 3,2% em 2021. O cenário prospectivo para a Alemanha é de 5,5% em 2022, 2,9% em 2023 e 1,8% em 2024. Na Argentina a situação recente foi de inflação de 53,5% em 2019, 42,0% em 2020 e 48,4% em 2021, e as perspectivas inflacionárias para a Argentina são de 51,7% em 2022, 43,5% em 2023 e 38,5% em 2024.

No Brasil, a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi de 4,25% em 2019, 4,52% em 2020 e 10,06% em 2021. O cenário prospectivo do IPCA (nosso índice oficial de inflação) pelo Boletim Focus do Banco Central do Brasil é de 7,54% em 2022, 5,20% em 2023 e 3,30% em 2024 e 3,00% em 2025.

Outras variáveis macroeconômicas prospectivas para o Brasil são as seguintes: taxa de câmbio no fim do período (R$/US$) – 5,13 em 2022, 5,10 em 2023, 5,05 em 2024 e 5,14 em 2025; conta corrente (US$ bilhões): -18,0 em 2022, -30,60 em 2023, -40,0 em 2024 e  -40,39 em 2025. O saldo da balança comercial (US$ bilhões) será de 57,20 em 2022, 60,50 em 2023, 70,00 em 2024 e 70,91 em 2025. O investimento Direto no País (US$ bilhões) será de 57,20 em 2022, 60,50 em 2023, 70,00 em 2024 e 70,91 em 2025.

Para concluir esta breve abordagem da economia nacional cabe registrar que no nível estadual local, Sergipe tem uma participação de 3,7% na composição do PIB do Nordeste, sendo a menor participação regional, dentro da lógica do tamanho do seu território que é o menor. O saldo de crédito em Sergipe, variável importante na dinâmica econômica, foi de R$ 22 bilhões em 2020, R$ 27 bilhões em 2021 e com uma perspectiva de manutenção de R$ 27 bilhões em 2022.

Estes tópicos da economia mundial, regional e local apontam para um mundo em retomada de crescimento econômico, mesmo que em patamares inferiores ao necessário para equacionar os problemas sociais pendentes de solução.