O Brasil está preocupado no dia de hoje, 20 de abril de 2023, com as ameaças nas redes sociais em que jovens e adultos divulgam e incentivam a violência e o ódio contra crianças e jovens inocentes. Pais, diretores de escolas públicas e privadas, além das autoridades estão todos apreensivos com essas coisas de gente doente mentalmente.
A saúde mental no mundo, e, especialmente no Brasil, tem sido negligenciada em nome de narrativas absurdas que beiram a loucura ao estimular as ideias do nazismo, por exemplo, a tratar como inimigos que devam ser aniquilados os que são diferentes como os negros, os homossexuais, os que pensam de modo diferente.
Este nível de loucura nos remete ao que o mundo viveu no final dos anos 30 e início dos anos 40 do século XX com a Segunda Guerra Mundial, e digo isso porque todos os movimentos na internet ameaçando atacar as escolas tem como motivação a lembrança nefasta do aniversário do líder nazista alemão.
Bom lembrar que esses mesmos sites e blogs extremistas e violentos utilizam os mesmos discursos dos extremistas ao redor do mundo que defendem o que chamam de conservadorismo e ainda usam o nome de Deus em vão, dizem defender a família e a liberdade.
Nota-se que essa loucura não é uma questão política ou jurídica. Vai além. Essa loucura é doença mental que se alastra perigosamente como uma sombra e invade as famílias que não percebem os movimentos dos seus filhos, crianças e adolescentes, que são seduzidos por esse tipo de discurso odioso e perverso e que arquitetam ataques a seres humanos indefesos somente para sua satisfação doentia, típica dos serials keller.
A questão da saúde mental deve ser entendida como prioritária, e as famílias devem ser tratadas, mas as famílias também devem prestar mais atenção aos seus filhos e a relação deles com as redes sociais e, mais ainda, devem ensinar o amor em lugar do ódio, o respeito em lugar da violência, o diálogo em lugar dos xingamentos.
O estado com seu aparato de segurança e a escola com seus professores não serão o suficiente para estancar a onda de loucura coletiva que varre o mundo e o nosso país. Vamos precisar de cada homem e de cada mulher capaz de promover a paz através do exemplo.
Nossa caminhada está somente começando. Será longa, e exigirá de todos muita resiliência e capacidade de enfrentar as resistências que são as barreiras que todos os radicais colocam no caminho. E o Estado deve oferecer não somente segurança, mas também melhores condições para tratar os doentes mentais.
