Nathalie Fontes
COLUNA MARKETING EM FOCO
Coluna de Estreia – 05/05/26
Uma coluna sobre o presente e o futuro de uma das áreas que mais muda e mais transforma o mundo dos negócios
Dezessete anos. Esse é o tempo que venho observando, praticando e reinventando o marketing de dentro para fora. Passei por direção de arte, fotografia, mídia, planejamento estratégico, redação criativa e marketing de guerrilha — não como especialista de cada área, mas como alguém que entendeu que comunicação de verdade não cabe em uma única caixa.
Trabalhei com marcas que você conhece e com causas que importam: Coca-Cola, Norcon, Unimed, UNIT, Instituto Deandela e projetos ligados ao governo. Cada um me ensinou algo diferente — sobre audiência, sobre emoção, sobre o que realmente move pessoas a agirem.
“O marketing nunca foi sobre produto. Sempre foi sobre como você faz alguém sentir que aquele produto era feito para ela.”
Marketing é sobre construir uma narrativa, um contexto e uma conexão que faça alguém sentir que aquele produto foi pensado exatamente para ela, como se resolvesse não apenas uma necessidade prática, mas também um desejo, uma identidade ou até uma aspiração. É nesse ponto que o marketing deixa de ser técnico e passa a ser estratégico: quando entende pessoas antes de promover coisas. Porque, no fim, não compramos produtos — compramos significados, sensações e a sensação de pertencimento que eles nos proporcionam.
Mas hoje temos um comportamento acontecendo.
“Todo mundo acha que entende de marketing. É aí que começa o problema.”
Quando o marketing vira opinião, ele deixa de ser estratégia. Palpite substitui análise, gosto pessoal vira critério de decisão e o que deveria ser orientado por dados passa a ser guiado por achismos. O resultado é previsível: ações desconectadas, mensagens inconsistentes e esforços que até parecem certos, mas não geram resultado. Entender marketing de verdade exige método, pesquisa, teste e leitura de comportamento. Não é sobre o que você acha que funciona, é sobre o que, comprovadamente, funciona.
E agora chegamos ao momento mais vertiginoso e mais excitante da história dessa profissão. A inteligência artificial deixou de ser promessa de futuro e virou ferramenta de segunda-feira de manhã. Os dados, que antes serviam para justificar decisões do passado, hoje antecipam comportamentos do amanhã. O branding migrou do logotipo para a experiência completa, do tom de voz ao cheiro da loja, do pixel ao ponto de venda.
“A IA não está substituindo profissionais, está expondo quem nunca teve profundidade.”
O uso de inteligência artificial no marketing parece revolucionário, mas também escancara um problema antigo: muita gente operava no raso. Quando qualquer pessoa consegue gerar um post, um texto ou uma campanha em segundos, o diferencial deixa de ser execução e passa a ser pensamento. Quem depende só de ferramenta vira comum. Quem entende de estratégia, público, contexto e decisão continua indispensável. A IA acelera, mas não corrige falta de repertório — pelo contrário, amplifica.
É nesse cenário que nasce esta coluna. Um espaço sem liturgia de agência, sem jargão desnecessário mas com profundidade, com exemplos reais e com a honestidade de quem já errou muito e aprendeu mais ainda.
Aqui você vai encontrar análises sobre as grandes transformações do setor, reflexões sobre IA aplicada à publicidade, cases de branding que funcionam e alguns que não funcionaram. Vamos falar de campanhas ousadas, de marketing de guerrilha nas ruas e nas telas, de dados que humanizam em vez de desumanizar.
“Bem-vindo a uma coluna que não tem medo de esclarecer o que é marketing de verdade. Em meio a opiniões rasas e achismos que escutamos por aí, aqui você encontrará dados, pesquisa, experiência e uma visão fundamentada de como funciona realmente um MARKETING DE VERDADE”
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