ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 2:44:37

O Setor da Construção Civil em Sergipe

Abordaremos neste breve ensaio, um dos setores mais importantes para o desenvolvimento da economia de um estado, o setor da Construção Civil. Sergipe como os demais estados brasileiros, ainda possui necessidades de investimentos em infraestrutura e moradia e, para isso, o setor da construção pode contribuir e causar impacto direto no PIB e na geração de empregos.

Este setor vem sofrendo impactos decorrentes da crise de saúde que estamos vivenciando e que repercute na economia de forma geral. Para referenciar referido impacto, destaco os resultados mais recentes do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e índices da Construção Civil (SINAPI), que é um índice do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e que tem por objetivo a produção de série mensais de custos e índices de custos da construção civil, em diferentes níveis de agregação técnica, conforme definido pelo IBGE. Os dados divulgados para o mês de janeiro/2021 apontam que o custo médio por m2 da construção civil no Brasil ficou em R$ 1.301,84, uma variação de 1,99% no mês, e de 12,01% em 12 meses; no Nordeste o custo de janeiro/2021 ficou em R$ 1.229,05/m2, o menor entre as Regiões brasileiras, porém com uma variação de 2,32%, e no acumulado de 12 meses com uma variação de 14,58%. Sergipe, por sua vez, apresenta o menor custo da construção civil do Brasil, com um valor de R$ 1.157,35/m2, teve uma variação de 3,30% no mês de janeiro/2021, a 2ª maior variação do país, atrás somente de Minas Gerais em que os custos evoluíram 4,01% em janeiro, e no acumulado de 12 meses os custos em Sergipe evoluíram 15,99%.

Estes dados revelam os esforços de todos que fazem parte da cadeia produtiva da construção civil em Sergipe em manter o menor custo de construção do país para viabilizar obras e serviços mais baratos, viabilizados o setor público e a iniciativa privada na oferta de serviços que viabilizem as obras que são importantes para o desenvolvimento econômico do estado.

A publicação da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Sondagem Indústria da Construção de Janeiro/2021 apresenta como título “ Empresários da Construção continuam confiantes, apesar do desaquecimento da atividade. “ . Este título é revelador e se aplica adequadamente aos empresários sergipanos que fazem parte da estruturação da cadeia produtiva da construção civil, pois mesmo com estas dificuldades e desafios, eles têm buscado criatividade para se manterem na atividade.

Estamos vivendo momentos difíceis e a sondagem da CNI de janeiro/2021, logo em sua introdução aponta que o nível de atividade e o número de empregados da Indústria da Construção recuaram, bem como, a utilização da capacidade operacional e o índice de nível de atividade efetivo em relação ao usual também caíram, sugerindo um enfraquecimento da atividade do setor. E o cenário é de falta de matéria-prima e insumos, o que dificulta a retomada de crescimento do setor.

Sergipe do ponto de vista mineral também possui riquezas em argilas e silicatos que viabilizam as fábricas de pisos, azulejos e cerâmicas. Para citar exemplos do setor, temos fábricas de pisos importantes. Ainda neste segmento do elo da construção civil em Sergipe temos o Sindicatos da Indústrias de Cerâmicas do Estado de Sergipe, que atualmente tem como Presidente, Joaldo Costa Carvalho Júnior, este é um sindicato que representa um grande número de pequenas e médias cerâmicas e olarias que existem em Sergipe e que são importantes na cadeia da construção civil local. Registre-se também a importância da indústria de cimentos em Sergipe, um importante elo da construção civil.

Para o elo das construtoras, temos em Sergipe duas entidades que representam o setor: a Associação Sergipana dos Empresários de Obras Públicas e Privadas (ASEOPP), criada em 29 de maio de 2007, com diversos associados do ramo da construção civil, tem como Presidente, Luciano Franco Barreto da Construtora CELI, sendo uma entidade que tem como premissa a busca do aumento da competitividade das pequenas e médias empresas sergipanas vinculadas à construção civil, possui 25 associados; e o Sindicato da Indústria da Construção Civil em Sergipe (SINDUSCON-SE), fundado em 29 de fevereiro de 1972, possui 55 empresas associadas e tem como missão representar as empresas de construção civil, induzindo o desenvolvimento do setor, o atual Presidente do SINDUSCON-SE, é Ubiraja Madureira Rabelo da CONCERMA, destacando que o SINDUSCON-SE é membro filiado à Federação das Indústrias do Estado de Sergipe.

Este elo, o das construtoras sergipanas, sempre foi destaque no nosso estado, as principais obras públicas e privadas, a melhoria da nossa infraestrutura, a construção de moradias, a construção de rodovias e pontes, sempre tiveram a presença dos empresários das construtoras sergipanas, são vários e neste breve ensaio é impossível citar todos. De forma póstuma em nome de três grandes empresários da construção civil sergipana, presto os agradecimentos e homenagens pelos legados que construíram e incentivaram às novas gerações de construtores: Oviedo Teixeira que fundou a NORCON, José Carlos Silva que fundou a COSIL e João Alves Filho fundador da HABITACIONAL. Destaco que os filhos dos fundadores destas respectivas construtoras dão continuidade ao legado deles, mantendo estas empresas em atividade, a exemplo de Tarcísio Teixeira da NORCON, Danusa Silva da COSIL e João Alves Neto da HABITACIONAL.

Nos dias atuais temos Luciano Barreto que fundou a Construtora CELI; José Francisco da Cunha que fundou a Construtora CUNHA Ltda; José Augusto Vieira que fundou a Construtora Vieira Ltda; Paulo Roberto Nunes de Oliveira que fundou a Jota Nunes Construções Ltda; Jorge Augusto Machado da LAREDO Construções Ltda; Mário Nunes de Oliveira da TECNOCONSULT Engenharia Ltda; Júlio César Silveira da UNIÃO Engenharia e Construção Ltda; Ubirajara Maureira Rabelo da Construtora Cerqueira Machado Ltda, em nome deles homenageamos todos os empresários das construtoras sergipanas, pois impossível seria citar todos estes grandes empreendedores que contribuem para a economia de Sergipe. E que a construção civil sergipana continue a sua trajetória de contribuir com o desenvolvimento econômico do estado.