ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 0:43:29

O tratamento odontológico no paciente oncológico

*Por Erickson Palma Silva

 Segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA), a incidência de pacientes acometidos pelo câncer no Brasil, para o triênio 2023-2025, é de aproximadamente 700 mil novos casos para cada ano. Existem algumas formas de tratamento a fim de debelar o câncer e, dentre as mais usuais estão cirurgia, quimio e radioterapia. Apesar da grande evolução de drogas e aparelhos de radiação ionizante, ainda assim, eles têm ação inespecífica, ou seja, agem sobre células malignas e sadias também, portanto, alguns efeitos colaterais são evidentes durante a terapêutica.

A boca é um dos locais acometidos por reações das células ao tratamento instituído. O cirurgião-dentista, portanto, tem importância fundamental ao integrar a equipe multiprofissional durante esse tratamento para prevenir, diagnosticar e tratar lesões bucais que, na maioria das vezes, debilitam ainda mais o estado de saúde do paciente.

É importante salientar que, ao ser planejado o tratamento oncológico, se faz necessário o atendimento odontológico em algumas fases: previamente, com a finalidade principal de adequar o meio bucal, removendo focos de infecção, prevenindo e minimizando o posterior aparecimento de lesões ulcerativas; concomitante à terapêutica oncológica, com o fito de tratar lesões como mucosite (úlceras) e doenças oportunistas como as fúngicas, virais e bacterianas; e após o tratamento, para prevenir e tratar, em casos de radioterapia de cabeça e pescoço, as lesões de cáries de radiação muito prevalentes; minimizar os efeitos da redução da saliva; diagnosticar e tratar osteoradionecrose (necrose óssea) decorrente das alterações ocasionadas pela radiação.

Portanto, é fundamental que os pacientes diagnosticados com câncer tenham conhecimento sobre a importância da atuação do cirurgião-dentista em todas as fases – antes, durante e após tratamento oncológico – para que, assim, possam ser minimizados efeitos colaterais, diminuindo a dor e o sofrimento que a terapêutica oncológica pode proporcionar, sobretudo, na cavidade oral.

* Cirurgião-Dentista, pós-graduado em atendimento a pacientes oncológicos, habilitado em Odontologia Hospitalar e em Laserterapia; conselheiro tesoureiro do CRO-SE / CROSE 922.

 

Conferência Livre

Nesta quinta, 27 de abril, o CRO-SE, a ABO e o Sinodonto realizam, com o apoio da Universidade Tiradentes, a II Conferência Livre de Saúde Bucal de Sergipe, evento preparatório para a 8ª Conferência Estadual de Saúde de Sergipe, que irá oportunizar discussões sobre a importância do Sistema Único de Saúde e das políticas públicas voltadas para a promoção da Saúde Bucal da população. O evento acontece a partir das 08h, no Auditório A do Bloco G da Unit Farolândia.

 

Saúde Bucal em Aracaju I

Na última terça, 25, a presidente do CRO-SE, Anna Tereza Lima; a conselheira presidente da Comissão de Municípios, Heloisa Nunes; e Alisson Almeida, da Comissão Parlamentar, participaram de reunião de alinhamento com a secretária municipal de Saúde de Aracaju, Waneska Barboza, e sua equipe, para estreitar o diálogo sobre os serviços odontológicos prestados na rede pública de atenção à Saúde da capital.


Saúde Bucal em Aracaju II

Durante o encontro, a gestão municipal apresentou demandas e resultados das ações promovidas; enquanto o CRO-SE reforçou a importância da capacitação continuada dos servidores, convidando-os para palestras e eventos promovidos nas mais diversas áreas da Odontologia, bem como a necessidade da somação de esforços para perseguir o contínuo aprimoramento do atendimento de Saúde Bucal no SUS prestado à população aracajuana.