ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 1:35:33

Precisamos cuidar

A vida merece todo o cuidado de cada um e de todos, mormente quando a vida é partilhada. Jesus Cristo mostrou-nos com gestos e atitudes, não apenas com palavras, o sentido da partilha, dando a sua própria vida por todas as pessoas, como nos afirma a nossa fé, moldada no Livro Sagrado dos cristãos e, especialmente, nos quatro Evangelhos, escritos muito mais como forma de continuada catequese do que como mero registro jornalístico ou histórico. Muito mais do que constam desses 4 livros santos, Jesus, o Unigênito de Deus, disse e realizou no breve tempo do seu pastoreio, Ele o Pastor por excelência, o Sacerdote Supremo, que nem todos compreendem e não se esforçam para anunciar com a devida veemência.

Nem todos compreendem os rumos da Igreja, que Jesus colocou sobre os ombros de Pedro (Tu és pedra e sobre essa pedra…), e que, com o passar dos tempos, está sobre os ombros de todos que se reconhecem cristãos e cristãs.

Escrevi, ao longo do tempo, alguns artigos sobre o Papa Francisco, publicados noutro matutino da nossa capital e postado em outros meios de comunicação social. Desde a sua eleição, para ocupar a cadeira de Pedro, eu o tenho louvado. Hora bendita em que ele foi levado ao comando da Igreja. Lembro-me que, ainda estudante no Seminário Maior da nossa Arquidiocese, embora também atuando já como professor ali mesmo, um dos seminaristas, numa aula de Sacramentologia, que eu ministrava, perguntou-me qual o nome que eu escolheria se, hipoteticamente, fosse eleito Papa. Eu respondi que a Igreja estava precisando de alguém com a força de um leão. Logo, escolheria Leão como nome. A seguir, eu disse: “Não, a Igreja precisa de alguém com o coração de São Francisco de Assis. À tarde, Bergoglio elege-se e escolhe o nome de Francisco. Uma bênção!

Eu sempre, desde a minha juventude, quando, entre abril de 1976 e maio de 1982, fiz parte da coordenação do Treinamento de Liderança Cristã – TLC, da Arquidiocese de Aracaju, responsável pela pastoral da juventude da referida Arquidiocese, achei que a Igreja precisava de muitos Franciscos. Aquele jovem de Assis promoveu uma revolução na Igreja, sem dela sair, como outros, que revolucionaram, saindo. É, de longe, o meu santo predileto.

Desde o Concílio Vaticano II, a Igreja vem passando por turbulências e calmarias. Porém, assim tem sido desde os tempos primitivos do cristianismo. A Barca de Pedro, todavia, pode fazer água, mas não naufraga. Jesus no comando supremo. O tempo de conversão continua. É agora. O tempo de catequese continua. É hoje. Em suma: é sempre tempo de missão. Quem não compreender isso, ficará para trás. Como ensina o Vaticano II, a Igreja está no mundo. Os cristãos devem transformar o mundo, e não fugir dele.

No mundo inteiro, no Brasil, em Sergipe, em todo lugar, é preciso haver transformações, sem que a essência da Igreja, que deve ser a própria essência de Jesus Cristo, seja alterada. Não se mudará a Palavra do Salvador. Contudo, há um novo tempo, tomado por tecnologias, globalizações etc., e é nesse tempo desafiante que a Igreja deve agir. Clérigos e leigos devem tomar o seu lugar, cada vez mais firmes, cada vez mais unidos, em prol do Reino de Deus, que Jesus veio anunciar.

Tempos novos. Tempos desafiantes. Tempos de avançar.

Na última quinta-feira, na reunião do Clero da nossa Arquidiocese, foi eleito como representante do mesmo Clero junto à Arquidiocese de Aracaju, o jovem padre Anderson Gomes. Que a luz do Santo Espírito o ilumine. Que as sandálias do Pescador estejam em seus pés. Que a face resplandecente de Deus se volte para ele. Que o seu labor, nessa missão, seja com o fito de congregar.