Memorizar preços de bens e serviços é algo marcante em nosso cotidiano e, se for um produto de consumo constante, como é o caso de combustíveis, bem de consumo constante para uma parcela da população (proprietária de veículos) é algo que passa a fazer parte da nossa rotina de absorção de informações.
Os preços dos combustíveis são diferenciados e hoje é normal que eles estejam mais expostos em alguns postos, em face da acirrada concorrência destes ofertantes. Para nós brasileiros, as determinações da Lei do Petróleo (Lei. N. 9.478/1997, artigo 8º) estabelece que a Agência Nacional do Petróleo – ANP, acompanhe os preços praticados por revendedores de combustíveis automotivos e de gás liquefeito de petróleo envasilhado em botijões de 13 quilos (GLP P13), por meio de uma pesquisa semanal de preços realizada por empresa contratada.
De acordo com a ANP, o Levantamento de Preços de Combustíveis (LPC), abrange gasolina C, etanol hidratado, óleo diesel B, GNV e GLP P13 pesquisados em 459 localidades, segundo procedimentos estabelecidos por portaria da ANP.
Ainda de acordo com a ANP, a pesquisa de preços de revenda é feita semanalmente em todos os estados mais o Distrito Federal. A partir de critérios econômicos, tais como renda, população, número de postos revendedores e frota de veículos.
De acordo com o site da ANP, a pesquisa em Sergipe é feita no município de Aracaju em 12 postos de combustíveis, com sinalização do preço médio, o desvio padrão, o preço mínimo e o preço máximo. Assim irei discriminar os preços recentes de cada combustível de Sergipe (Aracaju).
Inicialmente vamos apresentar os preços do GLP – Gás Liquefeito de Petróleo, o seu preço médio é de R$ 81,73/ 13Kg, sendo o preço mínimo R$ 75,00/ 13 Kg e o preço máximo R$ 90,00/ 13 Kg. O preço mais elevado fica em um posto no Bairro Luzia e o mais barato é encontrado no Jardim Centenário e no Bairro Siqueira Campos.
O GNV – Gás Natural Veicular é pesquisado em apenas 3 postos, sendo que os preços apresentados foram os seguintes: R$ 3,77/m3 no Bairro Treze de Julho e R$ 3,799/me nos Bairros Grageru e Centro.
Gasolina comum, o combustível de maior procura nos consumidores mais tradicionais, teve o seu preço médio de R$5,596/litro, com o preço mínimo de R$ 5,49/litro no Bairro Jardins e R$ 5,699 nos Bairros Santo Antônio e Dezoito do Forte.
Gasolina aditivada, o seu preço médio foi de R$ 5,687/litro, ou seja, a gasolina aditivada é em média 1,62% mais cara que a gasolina comum. O preço mínimo da gasolina aditivada foi de R$ 5,54/litro nos bairros Salgado Filho e São José e o maior preço de R$ 5,899/litro ficou no bairro Grageru.
Óleo Diesel foi pesquisado em apenas três postos e teve os seguintes preços: R$ 4,23/litro nos bairros Getúlio Vargas e José Conrado de Araújo e R$ 4,489/litro no bairro Santo Antônio.
Óleo Diesel S-10 apresentou um preço médio de R$ 4,698/litro, sendo o menor preço R$ 4,23/litro nos bairros Getúlio Vargas e Centro e o maior valor de R$ 4,999 nos bairros Salgado Filho, Grageru, Santo Antonio, Inácio Barbosa, Dezoito do Forte e Treze de Julho.
Etanol Hidratado apresentou um preço médio de R$ 4,528/litro, sendo o menor preço R$ 4,43/litro nos bairros São José e José Conrado de Araújo; o prelo mais alto encontrado na pesquisa foi de R$ 4,629 no bairro Soledade.
Os preços apresentados são os pesquisados pela ANP, pode efetivamente existir preços menores que os mínimos pesquisados e preços maiores que os máximos pesquisados, mas estes são os da pesquisa e os mais atualizados, pois são da semana passada.
Importante avaliarmos e analisarmos os preços dos diferentes combustíveis, para entendermos as correlações entre eles e, a tradicional gasolina, que é o combustível mais abordado do ponto de vista de mídia. A gasolina já acumula no ano de 2021 uma elevação de 43,4% e o diesel de 36,6%, como ocorreram em alguns momentos variações em uma mesma semana, o consumidor ficou com dificuldades de memorizar os preços. E o combustível que poderia ser um produto de demanda elástica. Na economia a elasticidade da procura de um bem é refletida de como a quantidade demandada responde em intensidade com as alterações de preços. Em uma demanda elástica se os preços sobem como é o caso dos combustíveis, a tendência natural seria a redução do consumo, porém a gasolina virou um bem essencial para os deslocamentos e ficou com demanda inelástica, ou seja, mesmo que os preços se elevem, as pessoas continuarão a consumir a mesma quantidade, pois dificilmente elas reduzem os deslocamentos por conta de subida de preços, em face da essencialidade e necessidade de tais movimentações, especialmente as urbanas e interurbanas.
Entender a formação do preço do combustível é importante para termos inclusive direcionamento do consumo e pesquisarmos adequadamente a busca dos melhores preços, mantendo-se a mesma qualidade do combustível a ser consumido.
Vale registrar que no caso da gasolina, o valor pago pelo consumidor final é composto por 4 (quatro) fatores: preços do produtor ou importador de gasolina; a carga tributária, o custo do etanol obrigatório e as margens da distribuição e revenda. Além disso, a influência dos agentes da cadeia de comercialização da gasolina rebate no preço final na bomba, a exemplo dos importadores, distribuidores, revendedores e produtores de biocombustíveis.
Portanto, pesquisem sempre e busquem os melhores preços, pois assim, a concorrência irá ajustar-se para não perder a demanda existente no mercado, mesmo que tenhamos constante elevação da frota de veículos, cada consumidor em um posto de combustível é importante neste segmento que auxilia no giro da economia do nosso país.
