ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 2:48:12

Tempo de viroses e o uso de máscaras

Este período preocupa as autoridades sanitárias em razão do aumento considerável de síndromes gripais e de outras viroses que atingem especialmente crianças, idosos e pessoas com problemas de imunidade.

Essa característica do outono já é bastante conhecida, tanto que é o período das campanhas vacinais como a da gripe, e agora, por uma razão bastante óbvia, a vacina contra a COVID. A adesão abaixo do esperado da população imunizada fez aumentar a procura por serviços de urgência de Unidades de Pronto Atendimento – UPA e das emergências de hospitais particulares.

É do conhecimento de todos que existe uma parcela pequena da sociedade que faz cotidianamente campanha contra as vacinas nas redes sociais, e o que mais assombra é verificar a presença de profissionais da saúde aderir a esse movimento de natureza ideológica e que pode matar crianças e idosos, tudo isso em nome de um discurso falso de que é se trata da liberdade individual. Fosse assim, no Brasil e em outros países, seria facilmente adotada a eutanásia, ou seja, garantir ao indivíduo o direito de escolher morrer.

E não se trata de discussão teológica, até mesmo porque o estado brasileiro é laico, ou seja, o estado brasileiro não pode ser atrelado a convicções religiosas em particular, mas garante a todos a liberdade de crença e de religião.

O direito à vida e o direito à saúde são direitos fundamentais que ao Estado cabe garantir, seja de forma preventiva como a vacinação contra doenças, seja a possibilidade de consultas e exames de rotina, e que pode ser objeto de ação no judiciário para fazer garantir aos cidadãos esses direitos essenciais.

De outro lado, é preciso que os indivíduos e a sociedade também participem desse esforço para que os direitos à vida e à saúde não sejam negados, pois este também tem parcela de responsabilidade quando a sua conduta pode afetar as outras pessoas.

O exemplo maior é quando alguém não se vacina e ainda assim age como se houvesse sido. Coloca em risco não somente a sua vida, mas, muito gravemente, coloca em risco as vidas das pessoas que estão à volta.

Não é muito diferente quando alguém sabendo-se com sintomas gripais ou com alguma virose permanece em ambientes públicos ou onde existe alguma aglomeração em espaços fechados sem os cuidados para evitar contaminar os outros. Essa falta de respeito é também uma falta de ética e de etiqueta social por não usar adequadamente a máscara facial, eficiente e barata solução para evitar internações e mortes. Outro dia, o cardiologista Antônio Carlos Souza, da UFS, fez um alerta sobre a necessidade de um comportamento adequado quando qualquer pessoa tem os sintomas de gripes e viroses. Alinho-me ao pensamento do cientista Prof. Dr. Souza. Prevenir sai muito mais em conta.