Da redação, AJN1
O relatório “Visível e Invisível: a Vitimização de Mulheres no Brasil”, divulgado nesta quinta-feira (22) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública , aponta aumento crescente de violência contra a mulher no ano de 2022. Os dados revelam que os níveis de vitimização por agressão e assédio atingiram patamares preocupantes, sendo os maiores desde a primeira edição da pesquisa realizada em 2017. Leia o Anuário completo aqui.
Ao focar em Sergipe, percebe-se que a situação não é diferente do cenário nacional, e os números de violência contra a mulher também são alarmantes. Alguns destaques preocupantes incluem:
- Homicídios de mulheres: Foram registrados 37 casos em Sergipe, com uma taxa de 3,2 por 100.000 mulheres.
- Feminicídios: Foram registrados 19 casos, com uma taxa de 1,7 por 100.000 mulheres. Essa categoria de crime é especialmente grave, pois envolve o assassinato de mulheres devido ao fato de serem mulheres, caracterizando uma forma extrema de violência de gênero.
- Tentativas de homicídio de mulheres: Foram registradas 124 tentativas, com uma taxa de 10,8 por 100.000 mulheres. Essas tentativas podem resultar em danos físicos e psicológicos graves para as vítimas.
- Lesão corporal dolosa – violência doméstica: Foram registrados 1.201 casos, com uma taxa de 104,9 por 100.000 mulheres. Isso evidencia a frequência de violência física dentro dos lares em Sergipe.
- Medidas protetivas de urgência concedidas: Foram concedidas 2.790 medidas protetivas de urgência, o que indica a necessidade de intervenção legal para garantir a segurança das mulheres em situação de vulnerabilidade.
- Chamadas 190 – Violência doméstica: Foram feitas 12.611 chamadas, com uma taxa de 19,2 por 100.000 mulheres. Essas chamadas demonstram que as mulheres estão buscando ajuda e suporte em situações de violência doméstica.
- Ameaça – vítimas mulheres: Foram registrados 8.689 casos, com uma taxa de 759,1 por 100.000 mulheres. A violência psicológica, como ameaças, também é uma forma nociva de violência contra a mulher.
- Perseguição (stalking): Foram registrados 517 casos, com uma taxa de 45,2 por 100.000 mulheres. O stalking é uma forma de violência que causa grande sofrimento emocional e pode levar a outros atos violentos.
Os números, segundo o Anuário, refletem uma triste realidade de violência de gênero que persiste na sociedade. “É fundamental que sejam implementadas políticas e ações para combater e prevenir a violência contra a mulher, além de promover uma mudança cultural para que a igualdade de gênero e o respeito sejam valores fundamentais na sociedade. O apoio às vítimas, o fortalecimento das redes de proteção e o trabalho educativo são aspectos essenciais para enfrentar esse grave problema social”.







