ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 0:53:04

Como as alianças de Moro podem isolar a candidatura de Ciro Gomes para 2022

Há pelo menos um ano figurando como terceiro colocado nas pesquisas sobre a disputa eleitoral de 2022, o pré-candidato à Presidência pelo PDT, Ciro Gomes, vai buscar agora inviabilizar a pré-candidatura do ex-ministro e ex-juiz Sergio Moro, recém-filiado ao Podemos. Reservadamente, pedetistas já admitem que Ciro Gomes terá que mudar a sua estratégia, caso queira viabilizar seu nome para chegar ao segundo turno contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou contra Jair Bolsonaro (sem partido).

Divulgado no mesmo dia da filiação de Moro ao Podemos, o levantamento da Genial/Quaest mostrou o ex-juiz da operação Lava Jato na terceira colocação com 8% das intenções de voto. O ex-presidente Lula lidera com 48%, enquanto o presidente Bolsonaro apareceu com 21% das intenções de voto. Nesse cenário, Ciro Gomes apareceu em quarto lugar com 6%.

Entusiastas da candidatura de Moro, no entanto, apostam que o ex-ministro deverá chegar “aos dois dígitos” nas próximas pesquisas. “Sem dúvida, ele [Moro] tem condições. O eleitor é que vai romper [a polarização entre Bolsonaro e Lula]. O eleitor é quem vai ter a oportunidade de escolher”, diz o general Santos Cruz, um dos articuladores da candidatura de Moro.

Até então apostando em críticas tanto a Lula quanto a Bolsonaro para se viabilizar, Ciro Gomes agora sinaliza que deverá ampliar as críticas também contra Sergio Moro. Segundo aliados do pedetista, a estratégia era atrair o eleitor que votou em Bolsonaro, por causa do antipetismo. No entanto, Moro pode ter mais chances de atrair essa fatia do eleitorado, na avaliação de integrantes do PDT.

Fonte: Gazeta do Povo

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