Na primeira noite de programação musical do Projeto Verão, dia 1º de fevereiro, a banda pernambucana Cordel do Fogo Encantado (CFE) apresentará ao público o último show da turnê “Viagem ao Coração do Sol”, do disco homônimo lançado em abril de 2018. O evento é uma realização da Prefeitura de Aracaju e patrocínio do Ministério do Turismo.
Conhecidos por sua forma diversa de expressar-se artisticamente, misturando a musicalidade sertaneja com a poesia e as artes cênicas, os integrantes da banda prometem entregar mais um espetáculo musical literário para a alegria de aracajuanos e turistas.
O método particular de execução das músicas diante do público, que é instigado a reagir à cenografia e à performance, deverá ser o ponto alto da apresentação da banda formada em Arco Verde.
Quem segue a banda desde seu primeiro trabalho, lançado em 2001, está acostumado com a sonoridade peculiar, transpassada, por vezes, por declamações de poemas, permitindo depreender disso a estrutura da qual os músicos utilizam para criar.
“O grupo surgiu como um espetáculo cênico–musical. Então nossa forma de criar tem como base três princípios: a poesia, o teatro e a música. Sempre que criamos, esses três elementos já vem implícitos em nossa forma de compor, está tudo interligado e a cada novo álbum uma nova experiência e conceito”, explica o violonista Clayton Barros.
O último disco marca o retorno das atividades da banda após uma pausa de 12 anos, uma tentativa bem sucedida de organizar as experiências artísticas acumuladas individualmente por Clayton Barros (violão e voz), Emerson Calado (percussão e voz), Nego Henrique (percussão e voz) e Rafa Almeida (percussão e voz) e José Paes de Lira (voz). “Cada um colheu inúmeras experiências com a pausa do grupo em 2010. E isso fez com que alimentasse de novidades e conhecimentos a reunião da volta. Aprendizados em fotografia, vídeo, cenografia, áudio e principalmente poesia, a busca por novos pensamentos e conceitos de sociedade em torno da arte”, explica Clayton.
“Não existe sociedade sem cultura, sem arte. Não há país soberano sem a fomentação de políticas públicas para a educação e arte. Senão seríamos apenas reflexo das colonizações passadas. O Brasil é feito de diversidade onde podemos nos entender até mesmo pelas diferenças que temos enquanto nação. E o Projeto Verão tem essa força de unir e celebrar seus artistas, trabalhadores e cidadãos dentro de uma iniciativa artística. A arte é um idioma universal com o qual nós dialogamos”, completa.
A reunião do conjunto permite alcançar uma nova maneira de perceber o retorno do público, uma vez que no repertório estão músicas que simbolizam a trajetória, apresentadas a uma nova geração que não teve acesso à época, e, ao mesmo tempo, as recentes reintroduzindo a originalidade sonora da banda aos que os acompanharam por todos esses anos.
A tour do álbum “Viagem ao Coração do Sol” se despede dos brasileiros dia 1º de fevereiro, no palco do Projeto Verão, uma vez que a banda está preparando um novo projeto para o carnaval. A capital volta a ser importante na história do grupo, após marcar os artistas pernambucanos no início de sua trajetória, em 2003, quando se apresentaram pela primeira vez no Forró Caju.
“Sergipe faz parte da história do CFE há muito tempo, sempre que estivemos em Aracaju a recepção foi incrível. O público sergipano sempre participou ativamente nos shows, cantando, dançando e até declamando junto com a gente. Uma lembrança especial é a de um show no São João, pátio lotado onde muita gente que não conhecia a banda se deixou contagiar pela emoção dos nossos fãs. Foi lindo. Enfim, encerraremos esse ciclo em nossa querida Aracaju” comemora o violonista.
Fonte: AAN







