ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 3:06:14

Dois municípios de Sergipe registram alto risco de infestação do Aedes aegypti

 

O primeiro Levantamento Rápido de Índice de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) de 2026, divulgado nesta segunda-feira (26), pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), apontou alto risco de infestação do mosquito em apenas dois municípios sergipanos: Itabaiana e Simão Dias.

De acordo com o levantamento, Itabaiana registrou índice de 5,1 e Simão Dias, 4,3, patamares considerados de alto risco. Outros 34 municípios apresentaram médio risco de infestação, 37 ficaram classificados como baixo risco e dois não realizaram o levantamento.

O LIRAa é uma metodologia de amostragem utilizada pelas secretarias de saúde para identificar a presença do mosquito e mapear potenciais criadouros. A partir dos dados, são definidas estratégias de controle, como visitas domiciliares, ações educativas e palestras em escolas.

O estudo classifica os índices da seguinte forma:

  • de 0 a 0,9 é considerado baixo risco;
  • de 1,0 a 3,9, médio risco;
  • e acima de 4,0 caracteriza alto risco de infestação.

Segundo a gerente de Endemias da SES, Sidney Sá, o levantamento é fundamental para direcionar as ações de combate ao vetor. “O LIRAa identifica focos, áreas de risco e direciona as ações de controle. Então, é importante ressaltar que é uma atividade para direcionar nas ações de controle. Os municípios identificados com alto risco neste primeiro levantamento de 2026, Itabaiana e Simão Dias, sempre estão apresentando um índice elevado, mas já estão trabalhando para controlar esse índice para que a população não adquira a doença”, afirmou.

Medidas preventivas

A Secretaria de Estado da Saúde reforça que a participação da população é decisiva no combate ao Aedes aegypti, mosquito que se reproduz em recipientes com água parada. Entre os principais cuidados estão a verificação de vasos de plantas, caixas d’água destampadas, reservatórios descobertos, pneus e outros objetos que possam acumular água.

O Aedes aegypti é o principal transmissor da dengue, zika e chikungunya e se caracteriza pelas listras brancas nas pernas e no dorso. A forma mais eficaz de combate é impedir a proliferação do mosquito.

“O Aedes aegypti é um vetor altamente resiliente, ele se reproduz rapidamente em água parada, então é importante que essa prevenção seja contínua. É a única maneira de evitar epidemias e aumento de casos”, destacou Sidney Sá.

Como medida complementar, o carro fumacê é utilizado em algumas localidades. A SES, no entanto, alerta que a circulação do equipamento não substitui as ações preventivas adotadas pela população.

Sintomas

A infecção pode causar dor de cabeça intensa, cansaço extremo, dores musculares, dor atrás dos olhos e manchas vermelhas na pele. Ao surgirem os primeiros sintomas, a orientação é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para avaliação médica.

A SES alerta ainda para os riscos da automedicação. Anti-inflamatórios e medicamentos que contêm ácido acetilsalicílico são contraindicados em casos de dengue, pois podem aumentar o risco de sangramentos e outras complicações.

*Com informações Secom

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