ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 4:25:22

Exposição ‘Memórias de uma Construção’ abre comemorações do aniversário da UFS

 

“Estamos iniciando as comemorações olhando para o passado, para que essas raízes sólidas norteiem os nossos passos”. Com essas palavras, o reitor Valter Santana sinalizou o primeiro passo das celebrações pelo aniversário de 54 anos da Universidade Federal de Sergipe. A exposição Memórias de uma Construção: a UFS e o Campus São Cristóvão (1977 – 1981) foi aberta nesta segunda-feira (16), no Hall da Reitoria, campus de São Cristóvão.

Criada oficialmente em 15 de maio de 1968, a UFS nasceu com a incorporação de faculdades e escolas superiores já existentes em Sergipe. O campus-sede foi construído em São Cristóvão, por iniciativa do então reitor José Aloísio de Campos, envolvendo diversos personagens. Seu processo de concepção e construção motivou a criação da mostra, reunindo registros fotográficos, depoimentos e documentos oficiais.

“Aqui nós veremos um pouco do que foi o complexo processo para construir a sede da Universidade Federal de Sergipe. A dificuldade que foi trazer para um lugar que era considerado inacessível, uma ‘perda de tempo e de recurso público’, uma estrutura de Didáticas, de salas de aulas, de laboratórios”, disse Dilton Maynard, pró-reitor de graduação e um dos curadores da mostra.

“Isso não foi feito por uma, duas, três mãos. Foi feito por um grande corpo de técnicos, professores, de trabalhadores da construção civil. E isso foi durante o período entre o final dos anos 60 e o início dos anos 70, quando o país estava sob a égide de uma ditadura civil nefasta – a qual esperamos que jamais retorne a amedrontar nossa sociedade. Nesse intervalo de tempo, aqueles que estavam à frente da universidade tiveram o desafio de efetivar esse sonho”, descreve Dilton.

Patrícia Rosalba é uma das idealizadoras e curadoras da exposição, e disse que um dos maiores desafios foi realizar a pesquisa histórica. “A UFS tem um acervo muito interessante, fazer as escolhas para uma exposição não é fácil, é um desafio você conseguir olhares para definir as principais imagens que serão expostas”, conta Patrícia. “Quem visitar a exposição terá a noção de como esse campus foi construído, quem foram os atores envolvidos nesse processo”, completa a professora.

A mostra continuará exposta durante as comemorações pelo aniversário da UFS, que seguirão até o dia 31 de maio.

Responsabilidade social

Valter Santana destacou o papel de impacto social que a UFS assumiu nos últimos anos, como fruto da construção histórica da instituição. “Um sonho de gestões anteriores, do qual compartilho, é a construção de uma universidade que seja inclusiva, de uma universidade que seja um diferencial para a sociedade. O que nós vemos nesta exposição é justamente a sustentação do que queremos e estamos construindo para o futuro”, pontuou.

Dilton Maynard ilustrou esse compromisso social descrevendo uma das fotografias expostas na mostra. “Tem uma imagem que sintetiza aquilo que a universidade pública no Brasil deve ser. Vemos um garoto, numa carroça, trazendo material de construção para o campus: em 1977, 1981, era o máximo que alguém pobre poderia chegar na universidade. Não é mais isso que ocorre hoje. A universidade pública passa a receber o aluno pobre, negro, ela passa a apoiar esse aluno”, enalteceu o pró-reitor.

O avanço das universidades públicas na inclusão social não é mérito de apenas uma ou outra instituição, mas fruto de lutas que se transformaram em políticas públicas. Essa inclusão envolve também a expansão das instituições para fora das capitais, como cita o vice-reitor Rosalvo Ferreira.

“A universidade brasileira se transformou radicalmente a partir de 2006 a 2008, até 2012. A expansão para o interior foi um projeto, não apenas dessa instituição, mas de uma visão estratégica de governo que garantiu que o Nordeste passasse a ter o mesmo número de universidades que o Sudeste do país. E a educação é, indiscutivelmente, um fator determinante para a transformação social”, dissertou Rosalvo.

Fonte: Ascom UFS

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