ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 2:44:37

MPF-SE decide não pedir prisão preventiva de agentes rodoviários federais

Da redação, AJN1

O Ministério Público Federal (MPF) decidiu não pedir a prisão preventiva dos três policiais rodoviários federais envolvidos na morte de Genivaldo de Jesus Santos, no município de Umbaúba. A Ordem dos Advogados (OAB) havia solicitado a detenção cautelar dos agentes federais, por entender que há provas suficientes para tal.

No dia 25 de maio, Genivaldo foi sufocado até a morte depois de ser trancado no porta-malas de uma viatura da PRF, onde foram jogados spray de pimenta e bombas de gás.

“A prisão preventiva é uma medida excepcional. Para você pedir uma prisão preventiva tem que ter os motivos para tanto, e esses motivos o Ministério Público ainda está avaliando se eles estão presentes. No momento, a nossa avaliação principal é focar nas provas”, explicou a procuradora-chefe do MPF em Sergipe, Eunice Dantas, à TV Sergipe.

Na avaliação de Dantas, não há indícios de que os envolvidos tenham tentado interferir na investigação. “Até agora, não chegou nenhum fato que mostre que essas pessoas estejam interferindo de alguma forma nas investigações, muito pelo contrário. Eles já foram afastados das suas funções.”

O presidente da OAB, Danniel Costa, disse que a organização apresentou os argumentos para que a prisão dos PRFs seja decretada. “Todos os fundamentos e a nossa preocupação com a proteção das provas nós passamos também. Cabe a gente esperar o Ministério Público concluir as investigações, ou até o momento em que vai ser obtida uma prova que mostre a necessidade de se fazer esse pedido”, esclareceu.

Oitiva dos agentes

Na manhã desta sexta-feira (3), dois policiais rodoviários federais que estavam no plantão da PRF naquele dia, mas não participaram da abordagem na BR-101, em Umbaúba, foram ouvidos pela Polícia Federal, na sede do órgão, em Aracaju. Este é o quarto dia de depoimentos sobre o caso.

 

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