COMBATE - 04/10/2019 - 08:19

Prefeitura amplia ações de Combate ao Aedes aegypti

Foto: Felipe Goettenauer/AAN

Os órgãos e secretarias municipais da Prefeitura de Aracaju envolvidos na execução do Plano de Intensificação das Ações de Combate ao Aedes aegypti estenderam, até o final do ano, as atividades relacionadas às diretrizes desse planejamento. A decisão, determinada pelo prefeito Edvaldo Nogueira, tem como principal motivador a chegada do período mais quente do ano, fator determinante no ciclo de reprodução e crescimento do mosquito.

Apresentado no final do mês de junho deste ano, o Plano é uma ampliação das ações que a Prefeitura de Aracaju realiza durante todo o ano e objetiva prevenir e controlar processos epidêmicos e evitar a ocorrência de mortes e complicações derivadas de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, como dengue, zika e chikungunya.

“O nosso intuito era manter as ações até que houvesse resultados mais positivos no LIRAa [Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti], no entanto, ainda que tenhamos tido novidades positivas na última divulgação desse levantamento, o prefeito orientou que continuássemos com as ações intensivas, até mesmo pelas avaliações que a Secretaria Municipal da Saúde [SMS] tem feito. Então, nosso foco segue sendo o de diminuir cada vez mais os índices negativos”, explica a secretária municipal da Saúde, Waneska Barboza.

Desta forma, as cerca de 20 diretrizes estabelecidas no Plano, continuam a ser reforçadas por toda a cidade, principalmente nos bairros que apresentaram resultados mais preocupantes no LIRAa.

Assim, estão entre as medidas a designação de duas equipes de agentes durante a noite, das 19h às 22h, para visitar casas que estavam fechadas durante o dia; visitação de todas as escolas para eliminação dos focos; trabalho de campo aos sábados; aplicação do fumacê costal; realização do LIRAa a cada dois meses, como recomendado pelo Ministério da Saúde; realização de mutirões de limpeza; monitoramento quinzenal estratégico dos pontos de proliferação; entre outras.

“O nosso foco sempre será, primordialmente, a prevenção, ou seja, tratar do problema antes mesmo que ele chegue. Estamos entrando numa fase mais quente do ano, na qual a transmissão dessas doenças se dá de maneira mais rápida porque o mosquito se desenvolve mais rapidamente quando está quente. Quando o tempo está mais frio, o desenvolvimento da larva demora um pouco mais, entre 15 e 30 dias temos um mosquito adulto. Já no calor, em sete dias já temos um mosquito adulto. Ou seja, temos que ser mais rápidos do que o mosquito e este é outro motivo que nos leva a estender o plano”, destacou a diretora de Vigilância e Atenção à Saúde, Taíse Cavalcante.

De acordo com a diretora, a meta é chegar a novembro, no sexto e último LIRAa do ano, com índice abaixo de 1,0 (até 0,9 é considerado baixo risco para a presença do mosquito). “Essa meta, inclusive, está no Planejamento Estratégico da gestão municipal. É o último LIRAa do ano que vai dá o diagnóstico para o início de 2020. De acordo com isso é que vamos saber se iremos continuar com a intensificação ou acrescentaremos mais alguma ação específica em algum bairro onde encontramos foco”, afirmou.

Quinto LIRAa

No dia 13 de setembro, a Prefeitura apresentou os dados do penúltimo LIRAa do ano, os quais demonstraram uma queda significativa de 46% em relação ao anterior, apresentado no mês de julho. Esse quinto levantamento é o primeiro compilado mais expressivo depois que a gestão municipal deu início ao Plano de Intensificação de Combate ao Aedes aegypti.

De acordo com o quinto LIRAa, o índice de infestação na capital sergipana (ou seja, a presença do mosquito) passou de 2,6, em julho, para 1,4, em setembro, o que ainda é considerado médio risco. Dos 43 bairros, 18 estão com baixo risco de infestação (42%) e 25 estão com médio risco.

Até o início de setembro, de acordo com os dados da SMS, já foram notificados 2.416 casos de dengue, 1.012 confirmados e quatro óbitos, sendo que, dos casos notificados, 54,8% deles são de crianças menores de 14 anos.

No último levantamento, Aracaju apresentou 155,94 casos por 100 mil habitantes, o que classifica a cidade como média incidência, porém, isso não significa que as ações devem diminuir. Pelos números de referência do Ministério da Saúde, até 100 casos por 100 mil habitantes a incidência é considerada baixa. Até 300 casos, média e a partir de 301, alta (epidemia).

Mutirões

Entre as ações do Plano de Intensificação de Combate ao Aedes aegypti, os mutirões semanais têm contribuído intensamente. Parte do resultado positivo é fruto da ação intersetorial. A cada sábado, além da SMS, os mutirões contam com a Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), que atua com agentes de limpeza; a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema) que, através do drone, utiliza a tecnologia para monitorar a região que recebe os mutirões; a Secretaria Municipal da Defesa Social (Semdec), presente através da Defesa Civil de Aracaju e da Guarda Municipal de Aracaju (GMA); como também outras secretarias e órgãos municipais que participam cedendo funcionários e servidores para auxiliar na tarefa de conscientização, por meio da panfletagem.

Como uma das estratégias para diminuir os índices, as equipes estão retornando com os mutirões nos bairros que apresentaram diferença pouco expressiva do quarto para o quinto LIRAa e estão com médio risco de proliferação do mosquito.

Na programação para o mês de outubro, o mutirão vai passar neste sábado (5) pelos bairros Santo Antônio; no dia 19 estará no Industrial e dia 26 no Jardim Centenário.

Fonte: AAN