ARACAJU/SE, 18 de maio de 2026 , 18:00:55

Regime cubano alerta para ‘banho de sangue’ em caso de eventual ação militar dos Estados Unidos no país

 

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, disse, nesta segunda-feira (18), que qualquer ação militar dos Estados Unidos contra Cuba levaria a um “banho de sangue”, com consequências incalculáveis para a paz e a estabilidade da região.

“Cuba não representa uma ameaça”, afirmou Díaz-Canel em um post nas redes sociais.

Os comentários vêm na sequência de uma reportagem do site Axios publicada no domingo (17), citando informações confidenciais, que dizia que Cuba havia adquirido mais de 300 drones militares e discutido planos para usá-los em eventuais ataques à base naval dos EUA na Baía de Guantánamo, a navios militares dos EUA e a Key West, na Flórida.

Em uma postagem separada, o ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, disse que o país, “como todas as nações do mundo”, tem o direito à legítima autodefesa contra agressões externas, conforme a Carta da Organização das Nações Unidos (ONU) e o direito internacional.

Ele também afirmou que aqueles que buscam atacar Cuba usam pretextos falsos para justificar isso.

Cuba, inimiga de Washington há gerações, está sob crescente pressão desde que os Estados Unidos cortaram seu fornecimento de energia após a prisão do presidente da então aliada Venezuela, Nicolás Maduro, em janeiro.

Nas últimas semanas, o combustível se esgotou e a eletricidade está disponível apenas por uma ou duas horas por dia.

As tensões entre os dois países aumentaram muito nos últimos dias.

A Reuters informou na semana passada, citando fontes do Departamento de Justiça dos EUA, que os promotores planejavam indiciar o ex-líder cubano Raúl Castro pelo abate de dois aviões operados pelo grupo humanitário Brothers to the Rescue em 1996.

Esse indiciamento de Castro, de 94 anos, marcaria uma grande escalada na pressão sobre Cuba por parte do governo Trump, que descreve o governo da ilha como corrupto e incompetente enquanto pressiona por mudanças.

Fonte: Reuters

 

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