Da redação, AJN1
A secretaria de Estado da Saúde (SES), Marta Mendonça, voltou a informar hoje (1º) que o Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), referência Estadual para o atendimento de urgência e emergência de média e alta complexidade, está ficando superlotado devido à crise que se instalou nos Postos de Saúde e Unidade de Pronto Atendimento (UPAs) do município de Aracaju, além de comprometer todo planejamento de abastecimento, já que a presença de mais usuários exige maior uso de materiais, insumos e medicamentos.
De acordo com ela, os usuários do SUS que não têm suas necessidades básicas atendidas que são administradas pelo Município de Aracaju, continuam batendo à porta do maior hospital público do Estado.
Segundo Mendonça, estava prevista uma reunião para a tarde desta segunda-feira, 31, com o objetivo de encerrar as atividades da Tenda Provisória de Baixa Complexidade, instalada no último dia 23 de outubro.
Diante do cenário preocupante, onde foi noticiado o cancelamento do contrato de uma empresa terceirizada que presta serviço de apoio às UPAs Zona Norte e Zona Sul, a SES e a FHS decidiram manter a Tenda ainda esta semana.
“Na verdade, o caos está instalado na saúde pública do município de Aracaju e essa crise, com o fechamento das Unidades de Pronto Atendimento das zonas Norte e Sul e de 44 unidades de saúde e CAP’s, suspensão de cirurgias eletivas, nós estamos sentindo as consequências dessa crise. A gente entende que crise se vence com estratégia de gestão e hoje pela manhã recebi a ligação do secretário municipal de saúde e perguntei a ele qual a previsão de reabertura dos serviços e ele disse que a previsão é que até quinta os serviços continuem fechados”, afirmou a secretária.
Ainda conforma Marta Mendonça, a SES vai acrescentar 15 leitos no hospital da PM, e está em contato com o Hospital de Cirurgia para pelo menos 32 pacientes vasculares crônicos, que agonizaram por falta de atenção básica, sejam removidos.
Atendimentos
Na última semana, o Huse realizou 3.933 atendimentos totais e 2.086 foram de baixa complexidade de Aracaju. De 29 a 31 de outubro, foram registrados 673 assistências totais e 570 de baixa complexidade (324 de Aracaju). O Huse continua recebendo pacientes considerados crônicos (portadores de diabetes, pressão alta) que deveriam estar nas UPAs.
Na Tenda de Baixa Complexidade instalada provisoriamente para este período crítico, foram 515 atendimentos a usuários do SUS na semana passada.
A superlotação do Pronto Socorro vem excedendo a capacidade de resposta. Desde quando foi instalada, a Tenda vem agilizando o atendimento à população desassistida pelo Município e contribuindo para desafogar a sobrecarga dos servidores do Huse, obedecendo todos os protocolos especiais de acolhimento. O espaço é retaguarda dos atendimentos rápidos, característicos dos postos de saúde como hidratação, medicação, aplicação de aerosol, etc.
Considerando que o Huse é uma unidade de média e alta complexidade, a SES e a FHS não fecham portas e lamentam o descaso do Município de Aracaju com o cidadão que está penalizado por não encontrar assistência básica da baixa complexidade e, principalmente, a dignidade.
Procurada, a assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde não foi localizada.






