O sistema de saúde em colapso

Há alguns meses já venho afirmando que a falta de uma gestão competente da crise sanitária iria nos levar a um colapso do sistema de saúde, público e privado.

Ontem chegamos a quase 4000 mortos em 24 horas; centenas de doentes na fila de espera de um leito de UTI; risco de faltar oxigênio nas unidades hospitalares de todos os níveis, públicas e privadas; falta de insumos e medicamentos essenciais para intubação; falta de médicos intensivistas; falta de enfermeiros e técnicos de enfermagem com experiência em UTI. Enfim, tudo aquilo que o mundo inteiro já vinha experimentando há alguns meses, agora estamos vivendo no Brasil.

O que não podemos admitir é a ineficiência clara, para não dizer verdadeira omissão, do ministério da saúde, que preferiu entrar no “jogo ideológico” utilizando as narrativas negacionistas de extremistas que estão no governo, e que em nenhum momento demonstrou sensibilidade, empatia e respeito aos mortos, hoje caminhando para 350 mil, e seus familiares que sofreram a perda e nem puderam velar e sepultar dignamente seus entes queridos.

Falta de competência em todos os escalões do governo federal. Falta de planejamento. Falta de interesse. Pois o único interesse parece que é desesperadamente as eleições de 2022.

Irresponsabilidade no tocante a economia, que nesse momento sofre com as medidas urgentes e necessárias, mas que devem ser compensadas com ajudas efetivas do governo, e não só “auxílios” que visam mais o eleitorado despossuído e vulnerável, quando também deveria preservar empregos e empresas nesse momento tão difícil no mundo inteiro.

A saúde não pode ser colocada atrás da economia, porque não há economia que sobreviva numa sociedade de falecidos e doentes. Isto é tão verdadeiro que os líderes empresariais e de instituições financeiras importantes já advertiram o próprio governo federal sobre a prioridade: a saúde.

A esperança está na vacinação em massa e na manutenção das medidas preventivas como o uso de máscaras, lavar constantemente as mãos e, em sua falta usar álcool em gel, e evitar aglomerações até o nível de transmissão do coronavírus cair e desafogar o sistema de saúde.

É preciso que a política deixe os especialistas em saúde trabalharem. Chega de político querer prescrever remédios, já reconhecidos pela comunidade científica mundial, que não tem nenhuma eficácia, mas coloca os pacientes em risco de vida. Foram constatados casos de pacientes que tiveram comprometimento do fígado e foi necessário entrar na fila de transplante.

É hora também de a sociedade ser mais responsável. Parar com as aglomerações irresponsáveis e criminosas porque só faz aumentar os casos e as mortes por COVID.

É preciso que os céticos parem de achar que é só uma “gripezinha”, e não desejo que os seus familiares tenham que prantear suas mortes, ou que estes tenham que sepultar seus parentes.

Autor

José Anselmo de Oliveira

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