Ômicron: a luta continua

O mundo está assustado com o surgimento de uma nova variante que foi denominada pela letra Ômicron do alfabeto grego, descoberta por cientistas da África do Sul, tudo indica que ela foi encontrada pela primeira vez na Holanda em 19 de novembro. Assim, antes de xenófobos crucificarem o continente africano, é bom saber que ela pode ter surgido no hemisfério norte, na Europa, onde muitas pessoas negacionistas egoisticamente querem exercer a sua falsa liberdade de escolher entre a vacinação e a contaminação de todos.

Neste momento em que escrevo já são vinte os países onde a variante ômicron já foi confirmada. No Brasil, já são quatro casos, três somente em São Paulo e um em Minas Gerais. E nem mesmo as mais de 600 mil mortes fazem o governo federal entender que não estamos diante de uma coisa simples, de uma “gripezinha”, e que além da vacinação e dos outros cuidados já tão conhecidos, é necessário exigir que as pessoas para entrarem no Brasil tenham se vacinado e façam o teste PCR para a COVID, sob pena de mais uma vez, por incompetência, negação da ciência e irresponsabilidade do poder executivo brasileiro a quem cabe tomar as decisões certas, corremos o risco de viver o que a Europa já voltou a viver.

Será, que mais uma vez, o poder judiciário será acionado para fazer o executivo tomar alguma atitude? Depois irão dizer que o judiciário age com ativismo. Prefiro o ativismo que salva vidas ao anencefalismo executivo que mata e destrói famílias e a sociedade.

Em boa hora, e de forma sensata e por cautela, alguns prefeitos estão tomando a decisão de cancelar eventos festivos de Ano Novo e já pensando no carnaval. Sabemos a importância desses eventos para muitas pessoas que vivem do negócio do entretenimento, mas é preciso também encarar o momento de excepcionalidade que estamos vivendo, o Brasil e o mundo.

Estamos tendo a grande oportunidade de não repetirmos os erros anteriores com políticas erráticas e decisões com base em visões ideológicas falsas, o exemplo da ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária que vem tentando, apesar de muitos entraves, alertar o governo das medidas mais adequadas em situações como essa, são um bom exemplo. Infelizmente quando se deixa a decisão em mãos que desconhecem e renegam a ciência estamos a construir uma política da morte em lugar da defesa da vida.

A memória das mais de 600 mil vítimas da COVID possa iluminar as mentes e os corações inflexíveis e que possamos homenageá-las com as decisões corretas.

Autor

José Anselmo de Oliveira

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