Oportunidade para aprender

Chegamos ao final do ano de 2021 em meio a uma nova variante do coronavírus, a Ômicron, e já chegamos a cerca de 1, 4 milhão de casos por dia no mundo. A Europa e os Estados Unidos estão atordoados com o avanço do número de internações.

Apesar das notícias de mortes serem menos aterradoras que as outras variantes, uma preocupação com os que não se vacinaram e os que apenas tomaram a primeira dose é muito grande pela possibilidade real dessas pessoas ficarem muito doentes e, dependendo do organismo de cada um, possam agravar o estado de saúde.

Não bastasse a preocupação com esta taxa de transmissibilidade da Ômicron, no Brasil ainda se está discutindo se vacinam as crianças de 05 a 11 anos, mesmo com a autorização da ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, órgão federal que tem a competência de autorizar o uso de alimentos e medicamentos para todos os brasileiros.

O ataque à decisão da ANVISA é algo sórdido e covarde, precisa ser repudiado pela sociedade brasileira. A negação da competência científica de órgão altamente técnico é repugnante. Nunca neste país tinha acontecido tamanha falta de inteligência e bom senso.

Essa é a última coluna de 2021, e por isso mesmo, a responsabilidade de quem vem acompanhando todos os passos da pandemia, os tropeços e os avanços do combate, do bom combate, não teria outra coisa a fazer a não ser exortar os pais a vacinarem os seus filhos entre cinco e onze anos de idade assim que as vacinas forem disponibilizadas.

Façam isso. Não queiram depois chorarem no velório de seus filhos, pois aqueles que dizem o contrário não lá estarão, até porque serão culpados pela falsidade das afirmações e pelo negacionismo ao estudo científico que já garantiu a segurança da vacina.

Somos um grande país, precisamos cuidar para que ele continue sendo respeitado entre as nações como já fomos ao enfrentarmos as doenças tropicais e outras como o sarampo, a poliomielite, a catapora, entre outras.

Somos exemplo de um país continente que tem uma estrutura fantástica para imunização, graças aos construtores de uma rede que atende a todos os mais de 5 mil municípios brasileiros. O povo brasileiro aprendeu a vacinar os seus filhos. Não será agora, que pessoas sem noção e focadas apenas numa abjeta ideologia contrária à saúde pública, que irão destruir o que existe. Isso depende de cada um de nós.

Cada família pode fazer a diferença, dizendo não ao negacionismo que não respeita a vida, e sem vida não há liberdade.

Autor

José Anselmo de Oliveira

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